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Brasília, Gracias a la Vida! Nesta quinta, 23/05, tem Merceditas no Feitiço Mineiro

Brasília, Gracias a la Vida! Nesta quinta, 23/05, tem Merceditas no Feitiço Mineiro

Eleni, Ednea, Eliane e Eulália e, no acompanhamento, o Edgar. São cinco talentos E formando o EXCELENTE Grupo Merceditas, vocal e instrumental,  criado em novembro de 2016 por mulheres musicistas de Brasília.

O Merceditas, cujo nome é uma homenagem a Mercedes Sosa, cantora argentina, expoente do Movimento Nueva Canción Latino Americana, que ficou conhecida como “a voz dos sem voz”,  interpreta músicas latino-americanas, especialmente o rico repertório do Movimento Nueva Canción que difundia composições com denúncia social, incorporando elementos do folclore musical.

O Grupo já fez shows com participação de músicos como: Chico Nogueira (cantor e compositor), Ray Tito e os Calabares (banda folk rock e country), Kassay Jesus (violoncelista da Orquestra Sinfônica de Brasília), Leo Torres (baixista), Rodrigo Zolet R (acordeonista) e Damelis Castillo (cantora e poetisa venezuelana).

Tudo isso em Brasília, onde, até o momento, o Grupo Merceditas tem se apresentado nos seguintes espaços em Brasília: Zahia Café e Cozinha Árabe, Restaurante Feitiço Mineiro, Tiborna Bar e Comedoria, Restaurante Ki Filé, Clube do Choro, ECAI – Espaço Cultural Alexandre Inneco, Espaço Cultural Renato Russo, além de vários eventos particulares.

E agora o mais importante: Tem Merceditas nesta quinta-feira, no Feitiço Mineiro. Ninguém pode faltar! 

Merceditas no Feitiço

Não que precise, mas apenas por reconhecimento, seguem pequenos perfis das componentes do grupo, e links para quem quiser conhecer um pouco mais sobre este grupo fantástico e este trabalho fabuloso:

  • Eleni Fagundes – Voz e direção musical.

Estudou piano e canto na Escola de Música de Brasília. Participou como soprano do Coral da UnB, Madrigal UnB, Madrigal Universidade do Amazonas e Coral Messiânico de Brasília, cantando em festivais no Brasil e no exterior (Canadá, Espanha, Alemanha, Suécia e Grécia).

  • Ednea Fagundes – Voz e percussão.

Formada em canto-coral pelo Instituto de Música do DF, onde cantou durante 4 anos. Estudou violão e canto na BSB Musical, integrando o coral dessa instituição durante 13 anos onde também foi diretora da unidade Guará II.

  • Eliane Timm – Voz e percussão.

Bacharel em canto pela Universidade de Passo Fundo/RS. Foi professora de música/canto e regeu vários grupos corais no RS. Como integrante do Coral da UnB participou de festivais no Brasil e no exterior (França, Itália e Grécia).

  • Eulália Augusta – Voz e violão.

Estudou violão no Conservatório Musical Maestro Julião em Presidente Prudente/SP, de 1990 a 2000, onde também cantou em vários corais da cidade. Atualmente ministra aulas de violão em Brasília.

O grupo conta com o acompanhamento do músico Edgar Fagundes, no acordeon e gaita de boca.

FACEBOOK: https://www.facebook.com/grupomerceditas/

SOUNDCLOUD: https://soundcloud.com/user-987645254

CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/channel/UC6rFoiMH18pD30AHURavMEw

SHOW NO CLUBE DO CHORO: http://www.clubedochoro.com.br/programacao/merceditas/

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/grupomusicalmerceditas/

SHOW NO ECAI – ESPAÇO CULTURAL ALEXANDRE INNECO:  https://myemail.constantcontact.com/Da-Renascen-a-a-Mercedes-Sosa.html?soid=1109533151912&aid=ylVv5NfsI3o

REPORTAGEM NO JORNAL EL NACIONAL DA REPÚBLICA DOMINICANA:  https://elnacional.com.do/entre-el-cielo-y-tierra-256/

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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