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….e você votou nele!

….e você votou nele!

 Por Air Antunes  

Imaginemos o que poderíamos elencar a um amigo, ou seja lá quem for, que tenha votado em Jair Messias Bolsonaro (JMB), uma fraude que chegou ao poder. O enumerado que explica o desgoverno é imenso, aqui exemplificamos alguns……

Há tempos ele (JMB) disse, e vive dizendo, que é favorável a tortura, que tem um torturador (coronel Ustra) como ídolo. Como deputado, votou pelo impeachment da Dilma  em nome do coronel Ustra. Mesmo assim você votou nele!

Inúmeras vezes demonstrou ser racista, e até em resposta à Preta Gil (filha do Gilberto Gil) que perguntou se ele deixaria algum dos filhos casar com uma negra ele disse “meus filhos foram bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu” . Também comparou um cidadão negro,quilombola, a animal ao dizer que lá, no quilombo, “o mais leve pesa umas 15 arrobas”. Mesmo  assim você votou nele !

Na base do deboche, brincando com a boa fé do cidadão brasileiro, respondeu a uma repórter sobre o auxílio moradia que recebia como deputado: “usava pra comer gente”. E mesmo assim você votou nele!

“Eu sonego imposto, eu sonego imposto”, disse em uma entrevista. E mesmo assim você votou nele!

Argumentou em entrevista que através do voto não se resolve nada para o país, que é necessário uma guerra civil , “tem que matar 30 mil”, disse. E mesmo assim você votou nele!

Insultou a deputada Maria do Rosário: “você não merece ser estuprada”, como se alguém merecesse. E mesmo assim você votou nele!

“O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro ele muda o comportamento dele. Tá certo? Já ouvi de alguns aqui, olha, ainda bem que levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem” , disse na televisão. E você votou nele!

Disse no Clube Hebraica: “Fui com os meus três filhos, o outro foi também, foram quatro. Eu tenho o quinto também, o quinto eu dei uma fraquejada. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio mulher”. E você votou nele!

Disse: “90% desses meninos adotados vão ser homossexuais e vão ser garotos de programa com toda certeza”. E você votou nele!

Você por acaso acreditou que existia mesmo kit gay nas escolas? Não? Mesmo assim você votou nele!

Você por acaso acreditou que, por determinação do PT no governo de Haddad, foram distribuídas nas creches públicas paulistanas mamadeiras com o bico em forma de pênis. Nâo? Mesmo assim votou nele!

Ele nunca teve cerimônia em ser agressivo nas suas entrevistas, de chamar a repórter de idiota, de burra, demonstrando desequilíbrio mental. E você votou nele!

Com linguajar chulo, vulgar, malicioso, você acreditou ser ele um candidato da família, preservador da moral e dos bons costumes?  Não! Mesmo assim votou nele!

Acreditou que ele não era corrupto, que ele nunca esteve envolvido em algum ato de corrupção nos quase 30 anos de deputado? Não? E mesmo assim votou nele!

Sabia que o slogan “O Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” é de inspiração nazista? Sim? E mesmo assim votou nele!

“Pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios”, mais uma de suas atrocidades verbais que ele acaba de proferir. Você ainda o defende ?

Ele incentiva a violência, incentiva o assassinato de adversários políticos, permite a chacina de índios, de jovens negros nas periferias. Você ainda o defende?

Ele diz que não entende de economia, para se livrar das pressões naturais sobre um presidente da República. Você não o questiona e ainda o defende ?

Ele é miliciano, seus filhos são milicianos, ficaram ricos à base de falcatruas, e tudo isso não são fatos ainda a serem desvendados, já são fatos comprovados, comprovadíssimos. Nepotismo é com ele mesmo. E você ainda o defende?

Oito meses de governo e até agora ele não apresentou um projeto sequer que beneficie a grande massa de assalariados do país, muito pelo contrário, está arrebentando com os pobres, reforma previdenciária, mudanças nas leis trabalhistas, tudo isso só pra beneficiar empresários, o grande empresariado que o patrocinou na disseminação de fake news pelo Whatsapp caluniando o principal adversário nas eleições. E então, você ainda acha razão para defendê-lo ?

Ele pratica uma política entreguista, está dilapidando o patrimônio público da nação, está entregando tudo de mão beijada para os Estados Unidos, faz papel de cachorrinho de Donald Trump. Fala asneiras e mais asneiras a respeito da política internacional. Tudo aquilo de mal que ele atribui à esquerda, aos comunistas, na verdade é ele que protagoniza.  Pois então, é difícil defendê-lo, ou ainda você acha que existe naquela mente psicopata algo que se aproveite?

E, por fim, sua política econômica, tramada por um ministro não menos perverso, está enterrando o país, suas decisões em relação à Amazônia está provocando o fim da colaboração de outros países, os agrotóxicos permitidos na agricultura já começou afetar nas exportações, o mundo vai aos poucos repudiando os alimentos brasileiros, o Brasil já enfrenta um caos econômico que aumenta a largos passos, está seguindo o oposto do Brasil de 10 anos atrás que chegou a ser a sexta economia mundial.

E então, dá pra encarar tudo isso ou você acha que é só fazer arminha com as mãos que tudo passa ?

Fonte: Onda 21

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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