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Hospital cria batas imitando camisas de times para crianças se sentirem melhor

Hospital cria batas imitando camisas de times para crianças se sentirem melhor

Por: Gabriela Glette – hypeness/

Se o cotidiano hospitalar e o enfrentamento de algumas doenças já é desafiador para os adultos, podemos multiplicar por mil quando trata-se de crianças. Foi para encorajar os pequenos hospitalizados que a revista esportiva espanhola ‘Panenka’, em parceria com o Hospital San Rafael – em Madri, criou batas hospitalares, usando como matéria-prima camisas de futebol. A iniciativa – ‘Las Batas Más Fuertes‘ está transformando o cotidiano de muitas crianças e dando força para que elas se recuperem mais rápido.

Em vez das conhecidas e tradicionais batas verdes, estão sendo distribuídos trajes que reproduzem perfeitamente camisas de clubes de futebol espanhóis, com direito a patrocínio, número e nome de atletas – como os craques Lionel Messi, Sergio Ramos e Antoine Griezmann, por exemplo. A equipe responsável pelo projeto, explica a motivação: “Todos os dias, meninos e meninas hospitalizados jogam uma partida muito difícil. Mas se põem a camisa de seu time no lugar da tradicional bata verde, seus estados de ânimo podem melhorar, fazendo com que se sintam mais fortes”.

batas hospitalares futebol 3

Os trajes estão sendo confeccionados em uma oficina de Madri e, a revista está em busca de novas parcerias. O sucesso é tanto que, hospitais de outros países estão entrando em contato com a Panenka. Se ainda resta alguma dúvida sobre a importância de um gesto deste, uma médica do hospital confirma a diferença que as batas estão fazendo na vida das crianças: “Uma coisa que lhe dá tanta alegria, pode reduzir o estresse que, por sua vez, reduz sua estadia no hospital, porque melhora seu estado de ânimo e suas defesas naturais, fazendo com que a recuperação seja mais rápida”.

batas hospitalares futebol 5

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batas hospitalares futebol 1

batas hospitalares 6

Fonte: https://www.hypeness.com.br/2019/05/hospital-cria-batas-imitando-camisas-de-times-para-criancas-se-sentirem-melhor/


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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