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NÃO FALTAM EXEMPLOS DE FIRMEZA REVOLUCIONÁRIA NA HISTÓRIA NACIONAL

NÃO FALTAM EXEMPLOS DE FIRMEZA REVOLUCIONÁRIA NA HISTÓRIA NACIONAL

 r os subjugados serve ao opressor. A hesitação é fruto do oportunismo e carreirismo. Não existe lado neutro na política

A hesitação das lideranças que se dizem representar os subjugados serve ao opressor, sempre foi assim. O exemplo vale mais do que qualquer discurso ao povo brasileiro em um momento de encruzilhada na história.

No século XIX e primeiras décadas do seguinte, de norte a sul, não faltaram lutas gloriosas, populares, camponesas, operárias e independentistas. Muitas revolucionárias, mas todas regionais. Algumas vitoriosas por um período, como a Cabanagem, apesar de todas terem terminado em genocídios de milhares de revoltosos, primeiro pelo Império, depois pela República, implantada por monarquistas que se converteram em republicanos. Uma característica camaleônica sempre presente nas oligarquias nacionais, que tem lhes assegurado o poder, em “mudanças” que lhes preservam o controle do Estado e das riquezas.

A Coluna Prestes não perdeu uma batalha, percorreu 25 mil quilômetros em território brasileiro, terminou exilada na Bolívia, pois não pretendia tomar o poder. Uma epopeia que não organizou, nem mobilizou as massas por onde passou, já que não tinha um programa revolucionário.

O PCB, fundado em 1922, teve papel fundamental ao tentar unir as lutas do povo explorado, ousou organizar o combate a nível nacional, apontado pela Aliança Nacional Libertadora – ALN, em 1935, que terminou com a derrota do Levante Comunista, liderado pelo Cavaleiro da Esperança.

A campanha do partido, para a Assembleia Nacional Constituinte, em 1945, mesmo depois da cruel perseguição de Filinto Muller, a mando de Vargas, durante o Estado Novo, mostrou a capacidade de mobilização, comprovada com a vitória eleitoral obtida pelos comunistas, logo proscritos e levados a clandestinidade, por décadas.

Quantas lutas ao longo da história nacional, lutas gloriosas, mas esquecidas pelas forças que surgiram da divisão do PCB, a partir de 1962. Estudos indicam que há no Brasil quase uma centena de agrupamentos que se dizem comunistas, que seguem fragmentados, discutindo táticas, sem uma estratégia clara, e muitos desconhecendo ou negando a maior experiência da história da humanidade, a gloriosa revolução de Outubro, liderada por Lênin.

Se existiram revolucionários que comprovaram que seu maior compromisso era a revolução, atualmente ser revolucionário, para muitos, significa ter um mandato parlamentar, formar uma tendência pós-modernista, reforçar o discurso da liberdade individual e negar a luta de classes. Revolução? Nem em discursos é usado.

O quadro atual, com tanta divisão, com a negação das experiências revolucionárias da história das lutas do proletariado, em que muitos dizem: “coisas do passado”. Sem forjar uma unidade e das classes produtoras, as quais, diante da hesitação, confusão e negação da política reinantes, por sobrevivência, acabam caindo nas mãos do opressor, com seus discursos de autoajuda, empreendedorismo, prosperidade e ainda são alijadas da construção de um movimento, inexistente, em busca da revolução.

A hesitação é fruto do oportunismo e carreirismo, de movimentos e partidos que, em busca de hegemonia, almejam possuir o status quo da burguesia, usufruir os privilégios que diz combater. E, em tempo de crise do capitalismo, acaba possibilitando o surgimento do fascismo, como a história comprova.

Os exemplos de Zumbi, Ajuricaba, Bárbara de Alencar, Prestes, Olga Benário, Marighella e todos os combatentes, mulheres e homens, que ousaram espalhar combate e revolução são bússolas neste tempo em que os inimigos a serviço do opressor, de todas as formas, escondem as conquistas obtidas pelas lutas contra os opressores. Por isso, mirar-se nos exemplos das melhores e dos melhores filhos do povo brasileiro, quem nunca hesitaram em colocar-se a serviço da ruptura com o opressor, é o alimento para que os explorados possam descobrir que é possível espalhar o fogo, a luz e fazer um tempo de justiça, igualdade e dignidade plenas.

Fonte: militantedocampo.blogspot.comhttps://militantedocampo.blogspot.com/

 

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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