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Obesidade infantil: Especialistas esclarecem mitos

Especialistas esclarecem mitos sobre a obesidade infantil

Eles comentam que muitos pais deixam de orientar os filhos por falta de informação e por coisas que ouvem por aí sem antes checar a veracidade

 
Para auxiliar na prevenção a essa doença, a Doctoralia, plataforma que conecta profissionais de saúde e pacientes, e dispõe do serviço “Pergunte ao Especialista” – que permite tirar dúvidas sobre saúde, de forma gratuita e anônima – , convidou a Dra Gabriela Nunes, pediatra, e a Dra Laura Cudizio, endócrino pediatra, e membros da plataforma Doctoralia, para desmistificar o assunto.
 

Segundo Gabriela e Laura, as dúvidas sobre como evitar a obesidade em crianças são muito comuns e existem alguns mitos que costumam confundir. Elas comentam que muitos pais deixam de orientar os filhos por falta de informação e por coisas que ouvem por aí sem antes checar a veracidade e a opinião de um médico. “A obesidade infantil pode ser evitada de forma muito simples, principalmente por meio de mudanças nos hábitos da família”, comenta Laura.
Neste contexto as pediatras selecionaram alguns mitos quando o assunto é obesidade para explicá-los. Confira:
“Sou obeso e por uma questão genética meu filho também será”
Quando um dos pais é obeso, a criança pode ter um risco 15% maior de ser obesa. Quando o pai e a mãe são obesos esse risco pode aumentar para 30%.
A obesidade por fatores genéticos existe, mas corresponde a menos de 10% dos casos. Em geral a obesidade infantil acontece porque os hábitos de vida da família são favoráveis para o ganho de peso das crianças. Acontece pouca prática de atividades físicas, horários irregulares para as refeições, consumo exagerado de alimentos processados/ultraprocessados ricos em gorduras e açúcares. Se os adultos têm hábitos que levam ao ganho de peso, as crianças também terão, mas isso não é genético, é comportamental. O fundamental é que as pessoas ensinem seus filhos a terem uma alimentação balanceada e saudável e a sempre praticarem exercícios físicos. Para isso, também é recomendável manter a regularidade de visitas aos médicos para avaliar a saúde e orientá-los corretamente.
“Só não emagrece quem não quer”
“Ninguém ganha peso de um dia para outro” é mais correto. Quando o pediatra identifica que o ganho de peso inadequado está acontecendo, em geral, as mudanças nos hábitos são suficientes para interromper esse processo. É muito difícil perder peso, principalmente com o passar do tempo.
“Criança não pode fazer dieta”
Se comer nos horários corretos, quantidades adequadas, sem excesso de gorduras e açúcares for fazer dieta, então deveríamos todos fazer dieta. O conceito de dieta que temos para adultos, com restrição de calorias e grupos alimentares (low carb, 100 calorias, entre outros) realmente não é o recomendado para crianças.
Quando uma criança está acima do peso ou apresenta problemas de saúde relacionados diretamente com maus hábitos alimentares (alteração de colesterol, por exemplo) é necessário consultar um especialista para entender onde está o erro e como corrigí-lo.
“Uma criança obesa será um adulto com tendência a engordar mais fácil”
Estatisticamente, uma criança obesa tem maior risco de ser um adolescente obeso; um adolescente obeso tem mais chances de ser um adulto obeso; pais obesos têm maior probabilidade de ter filhos obesos.Quando se identifica o ganho de peso na criança, o tratamento com mudança de hábitos de vida pode ser suficiente para evitar que esse ganho de peso se perpetue até a idade adulta. Não importa a idade, ter hábitos alimentares saudáveis é sempre fundamental.
“Criança não pode comer açúcar até os dois anos”
Essa é uma recomendação das sociedades de pediatria e endocrinologia pediátrica do mundo todo. Não é recomendado oferecer alimentos ultraprocessados nem adicionar açúcar aos alimentos oferecidos às crianças menores de 2 anos de idade. A criança está desenvolvendo o paladar e conhecendo o sabor dos alimentos. A adição de açúcar, na maioria das vezes é desnecessária, portanto deve ser evitada.
“É melhor substituir o refrigerante pelo suco de caixinha”
A orientação atual é não oferecer sucos para as crianças menores de 2 anos, deve-se oferecer a fruta inteira em razão de ser uma melhor fonte de vitaminas e fibras. O líquido de escolha é água!
Se for oferecer suco, a melhor opção é o suco natural da fruta da estação, que não precisa ser adoçado, pois a fruta é naturalmente doce. Atualmente há sucos de caixinha que são 100% suco e sem adição de açúcar ou conservantes. Eles são melhores do que os “sucos de caixinha” do tipo néctar – menos de 30% de suco e adição de açúcar. Refrigerantes devem ser consumidos com moderação e muito esporadicamente, nunca antes dos 2 anos de idade.
ANOTE AÍ
Fonte: Notícias ao Minuto

Salve! Taí a Revista Xapuri, edição 82, em homenagem ao Jaime Sautchuk, prontinha pra você! Gostando, por favor curta, comente, compartilhe. Boa leitura !

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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