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Olimpíadas Vermelhas: esporte e política se misturam, sim!

Olimpíadas Vermelhas: esporte e política se misturam, sim!

Olimpíadas Vermelhas: esporte e política se misturam, sim!

Primeira semana do campeonato foi marcada por homenagens e protestos políticos…

Por Martha Raquel / Jornalistas Livres
 
Esporte tem tudo a ver com política e quem discorda não entende nem sobre um e nem sobre outro. A primeira semana das Olimpíadas de Tóquio foi marcada por homenagens, agradecimentos  e protestos.

Vitória e protesto no Boxe

O boxeador cubano Júlio Cesar La Cruz, medalha de ouro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, derrotou nesta sexta-feira (30) o cubano/desertor naturalizado espanhol Emmanuel Reyes.Reyes tem sido um furioso opositor da Revolução Cubana e, antes de embarcar para Tóquio, prometeu “arrancar cabeças” nessa Olimpíada.La Cruz comemorou a vitória rejeitando a palavra de ordem dos cubanos fascistas de Miami, “Pátria e vida”,  e reafirmando, dentro do ringue, o lema revolucionário “Pátria ou morte! Venceremos!”. Foi uma homenagem gigante à resistência do povo cubano, que insiste em lutar contra o imperialismo americano. Fidel estaria orgulhoso dele. 

Na próxima semifinal, o cubano enfrentará o brasileiro Abner Texeira.

Judô: Palestina livre em primeiro lugar

Sorteio feito e decisão tomada. O judoca argelino Fethi Nourine desistiu de participar da Olimpíada de Tóquio após o sorteio determinar que ele estava no mesmo grupo que o judoca israelense Tohar Butbul.Nourine iria estrear contra o atleta Mohamed Abdalarasool, do Sudão, na categoria de 73kg. Caso fosse vencedor, enfrentaria o israelense.Fethi, que condena a invasão criminosa da Israel dos territórios palestinos, já se posicionou outras vezes sobre a causa. Em 2019, ele desistiu do campeonato mundial de judô quando soube que iria enfrentar o israelense.Fethi não reconhece o Estado de Israel porque Israel expulsou o povo palestino da terra que a ONU e a maioria das Nações reconhecem como sendo a Palestina Livre. Além disso, o atleta argelino é um franco opositor da colonização sionista da Palestina, com o roubo das terras, da água e das propriedades dos palestinos.Nesse processo, foram expulsos 750 mil palestinos. Famílias inteiras perderam suas casas, raízes e nunca mais puderam voltar para seu território.

Judoca argelino rejeita luta contra israelense e deixa Olimpíada
Judoca argelino rejeita luta contra israelense e deixa Olimpíada

Mais um

Mais um competidor se recusou a enfrentar o israelense Butbul. O judoca Mohamed Abdalrasool, do Sudão, que iria disputar com argelino Nourine, passou então a ter como adversário Butbul na fase oitavas de final da categoria até 73 kg.Abdalrasool, então, decidiu não comparecer. O judoca sudanês não se pronunciou sobre a decisão de não competir.Os ataques de Israel contra a Palestina voltaram às capas dos grandes jornais em maio deste ano após Israel ameaçar despejar palestinos do bairro de Sheikh Jarrah, que fica fora dos muros da Cidade Velha de Jerusalém.Vídeos de bombas, crianças feridas e prédios destruídos circularam pelo mundo.

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Mohamed Abdalrasool não compareceu para a luta

“Um presente para Chávez”

O venezuelano Julio Mayora foi o primeiro medalhista do país nas Olimpíadas de Tóquio. Natural de La Guaira, Mayora conquistou a medalha de prata no levantamento de peso no último dia 28 de julho e relembrou o aniversário de 67 anos de Hugo Chávez, chefe de Estado venezuelano morto em 5 de março de 2013, em Caracas, depois de triste agonia.Em ligação com o presidente Nicolás Maduro, Mayora declarou: “Essa medalha de prata vai para o presidente Hugo Chávez”.O halterofilista, que levantou 326kg na conquista, contou que recebeu apoio do Ministério de Esportes da Venezuela para seguir a carreira no esporte.

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Leia a Revista Xapuri 81


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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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