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Os benefícios da bicicleta para o meio ambiente

A importância do turismo de bicicleta para a sustentabilidade

 Há bastante tempo que falamos sobre como a bicicleta é benéfica para o meio ambiente, saúde pública e segurança no trânsito. Inúmeras pesquisas provam isso e, países que estão na dianteira da sustentabilidade, estão investindo cada vez mais em educar e incentivar o uso da do transporte através de políticas públicas.

Por: Renata G. ferreira – envolverde

Aqui no Brasil onde há tanto tempo usamos a bicicleta apenas para lazer, estamos aprendendo aos poucos como ela também é um meio de transporte muito eficiente e com uma série de benefícios. Alguns grupos, como o Bicicleta nos Planos esclarecem e auxiliam na implementação de ciclovias, políticas e dados necessários para que as pessoas possam usar cada vez mais a bicicleta, mas apesar dos avanços, ainda estamos longe de alcançar os números desejáveis para o uso da mesma.

Trabalhando com turismo, vejo ele como um grande aliado ao desenvolvimento do ciclismo no Brasil, já que é uma maneira divertida de mostrar atitudes que as pessoas relutam ou têm dificuldade em implementar no dia a dia. Além de que muitas cidades onde o transporte público é precário, ou o acesso à gasolina e carro são muito caros e a bicicleta é uma ótima saída, ainda existe pouco ou nenhum desenvolvimento na área, e o turismo se torna uma porta de entrada para que os comerciantes, empresários e prefeitura se sintam motivados a olhar de outra maneira para este transporte.

1 cicloturismo paraty

O turismo sustentável só é realmente sustentável quando ele traz benefícios reais para aquela população, não apenas a preservação do meio ambiente, mas também o avanço saudável e necessário para a região.

Em Paraty, que recebe um grande público estrangeiro, este tem sido um tipo de experiência que está crescendo e fortalecendo a comunidade local, que utiliza as bicicletas para circular nas ruas planas da cidade.

Em busca de conhecer melhor este movimento, conversei com a Sou + Bike, uma empresa de aluguel de bicicletas e cicloturismo em Paraty, que iniciou suas atividades em 2014 com 5 bikes e, hoje contam com 35 unidades de passeio e de mountain bike, e atendem diversos públicos, entre eles, pessoas que procuram uma experiência diferenciada, ciclistas de finais de semana, profissionais, pessoas que estão viajando sozinhas ou grupos que vêm especialmente para fazer o cicloturismo.

2 aluguel de bike paraty

Nos alugueis da Sou + Bike conseguimos perceber que os estrangeiros são aqueles que alugam mais diárias e são os mais preocupados em usar os acessórios de segurança. A empresa acredita que isso é devido a familiaridade com a bicicleta como meio de transporte, cultura que existe especialmente na Europa, e essa crença não é a toa, já que no ranking de 2015 sobre as melhores cidades para se andar de bicicleta a maioria estava localizada no continente europeu, e a única cidade brasileira, que estava nas listas anteriores, Rio de Janeiro, perdeu espaço para outros locais.

No Brasil há falta de educação e incentivo para a modalidade, que é tão importante para a sustentabilidade e, pode ser peça chave para que o aumento de turistas que vêm ocorrendo nos últimos anos não cause um impacto tão negativo na cidade. Mesmo assim, a Sou + Bike percebe um aumento da consciência dos ciclistas brasileiros, o que demonstra como movimentos em pró desse meio de transporte têm sido positivos para o aumento do ciclismo local.

O turismo em massa causa diversos problemas, e em relação a mobilidade tradicional está diretamente ligado ao desmatamento, como também ao aumento de emissão de CO² e qualidade de vida da população que cai devido ao trânsito e acidentes que começam a ser gerados com o turismo em massa.

Para mudar essa realidade, a empresa se uniu com outros entusiastas e empresários da região, como o Eric Portoque fundou a Rede Grupo Esportiva, e juntos têm como objetivo melhorar as condições das ciclovias, ampliar as sinalizações, incentivar o uso da bicicleta e educar as pessoas em relação aos cuidados necessários à natureza. Os empresários e ciclistas têm percebido o aumento de lixo nas trilhas, por isso, estão planejando também uma pedalada com o objetivo de recolher estes resíduos deixados pelos turistas que não recebem nem a educação, nem a fiscalização correta.

As ações do grupo estão diretamente ligadas ao pouco incentivo dos órgãos públicos ao assunto, e este é um problema que encontramos na maior parte das cidades brasileiras, e que dificulta a locomoção em massa com a bicicleta, por não haverem propostas específicas e bem desenvolvidas nos planos de mobilidade dos governos.

1 cicloturismo paraty

Enquanto as mudanças não acontecem a Sou + Bike continua investindo e incentivando os turistas a mudarem o meio transporte em sua visita para Paraty, oferecendo através de Airbnb, site, e parcerias com pousadas e eventos, o aluguel e compartilhamento das bicicletas, muitas vezes atrelado com experiências de aventura exclusivas, onde o turista têm a oportunidade de conhecer pontos inacessíveis por carro, e apreciar melhor a cidade e suas lindas estradas.

Atitudes como essas são de extrema importância para fortalecer os movimentos sustentáveis em nosso país que é tão rico em natureza, mas que precisa caminhar muito com a educação e leis para a preservação do nosso ecossistema. A Sou + Bike é mais um exemplo de atitudes positivas que desenvolvem não apenas o turismo na região, mas também todo o sistema em seu entorno.

Fonte: http://envolverde.cartacapital.com.br/a-importancia-do-turismo-de-bicicleta-para-a-sustentabilidade/

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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