Pe. Júlio denuncia exploração de pessoas
Estruturas do evento estariam sendo montadas em situação precária; prefeitura nega irregularidades…
Por: Brasil Popular
Conhecido por seu trabalho junto à população em situação de rua na capital paulista, padre Júlio disse que não se opõe à contratação dessas pessoas para trabalhos como este, desde que “tenham EPIs, alimentação adequada, que tenham como recolher Previdência Social e se pague um valor justo”.
Após a denúncia, o Gabinete da Cidade, iniciativa recém-lançada e ligada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) se uniu ao padre para protocolar denúncia no Ministério Público do Trabalho em São Paulo. O grupo afirma que pretende fiscalizar e propor políticas públicas para a cidade de São Paulo.
“Expressamos nossa perplexidade com a situação destes trabalhadores. Caso confirmadas, as condições de trabalho a que pessoas em situação de rua foram submetidas configuram uma violação clara de direitos humanos e um ataque à dignidade humana”, disse nota da entidade.
Outro lado
Em nota enviada ao portal G1, a SPTuris, empresa oficial de turismo e eventos da capital paulista e responsável pela infraestrutura da Virada Cultural, afirmou que não interfere na remuneração oferecida pelas empresas terceirizadas que fazem os serviços.
A empresa informou ainda que o contrato assinado com as terceirizadas obriga o cumprimento das normas trabalhistas e de segurança de todas as pessoas envolvidas.
A SPTuris disse que fiscaliza o cumprimento do contrato e que não havia identificado nenhum desvio no processo até o momento do envio da nota.









