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Por que estalar o corpo alivia a dor nas costas?

Por que estalar o corpo alivia a dor nas costas?

03Por que estalar o corpo alivia a dor nas costas?

Seja após um dia agitado, após horas atrás do volante ou sentado em frente à sua mesa de trabalho, já é quase natural que as pessoas façam movimentos para aliviar uma eventual dor nas costas, ou mesmo no pescoço….

Por Alejandro Sigfrido Mercado Filho/via Mega Curioso

Aqueles pequenos gemidos de prazer, resultado dos estalos quando movimenta o dorso ou gira o pescoço, são seguidos de uma sensação de alívio no corpo. Mas já se perguntou por que isso é tão satisfatório?

Por que é boa a sensação de estalar as costas?

(Fonte: Pexels)

Durante anos, a medicina não sabia explicar a razão para que estalar partes do corpo pudesse, por exemplo, aliviar a dor nas costas. Com o desenvolvimento da quiropraxia, descobriu-se que o que acontece ali é um processo fisiológico chamado de “tribonucleação”, fenômeno que ocorre quando suas superfícies opostas são levadas a se separarem leve e rapidamente. 

Nesse momento, um lubrificante dentro da articulação gera uma pequena bolha de gás, que, ao estourar, provoca o estalo que ouvimos. O corpo recebe uma carga da endorfinas e outras substâncias químicas que ajudam o alívio da dor.

Ainda que estudos estejam procurando associar esse alívio como um efeito placebo, quiropratas afirmam que não é apenas isso, já que os movimentos nas articulações da colina ajudam mesmo a diminuir a dor e a melhorar a amplitude dos movimentos. Porém, também sinalizam que só o hábito de auto-manipulação não é eficaz.

O que é a quiropraxia?

(Fonte: Pexels)

quiropraxia é uma área da saúde responsável pelo diagnóstico, tratamento e prevenção de problemas nos nervos, músculos e ossos, utilizando um conjunto de técnicas cujo objetivo visa, entre outras coisas, a redução de dor.

As técnicas de quiropraxia são indicadas ao tratamento para corrigir a postura corporal, dor nas costas e articulações, entre outras partes do corpo. Entre tantos benefícios, ela promove relaxamento e bem-estar, já que diminuem a tensão muscular, contribuindo para aumentar o fluxo sanguíneo e diminuindo a pressão arterial. É daí que vem aquela sensação de alívio.

Um bom quiroprata faz uma avaliação da sua postura e analisará suas articulações, tudo isso para verificar a flexibilidade dos seus movimentos corporais. É a partir dessa análise que ele poderá indicar um tratamento, que consistirá de um número de sessões adequadas ao tratamento de seu problema de saúde.

É seguro estalar as costas?

(Fonte: Pexels)

Estalar as costas (ou dedos das mãos, ou o pescoço) é inofensivo. Porém, fazer isso para aliviar a dor não é solução para má postura ou excesso de momentos sentado. Além disso, há outros fatores para a dor nas costas, como problemas nutricionais, má postura e questões relacionadas com sono.

Estalar seria como reiniciar um computador que está travando: ajuda, mas não corrige o problema. É importante que você movimente suas costas e demais partes do corpo através de alongamentos e atividades frequentes. Contudo, deixe os exercícios mais elaborados para serem feitos apenas por um profissional qualificado e após uma verificação minuciosa sobre qual é o seu problema efetivo.

As técnicas de quiropraxia, de fisioterapia e osteopatia são eficazes para controle da dor. Por esta razão, se estiver passando por problemas com dores musculares, nas articulações ou qualquer outra parte do corpo, não deixe de procurar um especialista.

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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