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Trava-Línguas

 

Trava-Línguas

Por Márcia Fernandes

São um tipo de parlenda, jogo de palavras que faz parte da literatura popular. O trava-língua é uma frase difícil de recitar em decorrência da semelhança sonora das suas sílabas. Veja abaixo 90 trava-línguas super difíceis. Tente dizer rapidamente e sem a língua travar!

  1. Num ninho de mafagafos há sete mafagafinhos. Quando a mafagafa gafa, gafam os sete mafagafinhos.
  2. Trazei três pratos de trigo para três tigres tristes comerem.
  3. A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha.
  4. O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem.
  5. Se percebeste, percebeste. Se não percebeste, faz que percebeste para que eu perceba que tu percebeste. Percebeste?
  6. O Rato roeu a rica roupa do rei de Roma! A rainha raivosa rasgou o resto e depois resolveu remendar!
  7. Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.
  8. O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.
  9. Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
  10. Olha o sapo dentro do saco. O saco com o sapo dentro. O sapo batendo papo e o papo soltando o vento.
  11. A Iara agarra e amarra a rara arara de Araraquara.
  12. Fala, arara loura. A arara loura falará.
  13. Quem a paca cara compra, paca cara pagará.
  14. Bagre branco, branco bagre.
  15. A babá boba bebeu o leite do bebê.
  16. A mulher barbada tem barba boba babada e um barbado bobo todo babado!
  17. O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.
  18. Chega de cheiro de cera suja.
  19. Concluímos que chegamos à conclusão que não concluímos nada. Por isso, conclui-se que a conclusão será concluída, quando todas tiverem concluído que já é tempo de concluir uma conclusão.
  20. Um ninho de carrapatos, cheio de carrapatinhos, qual o bom carrapateador, que o descarrapateará?
  21. Quem era Hera? Hera era a mulher de Zeus.
  22. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.
  23. O doce perguntou pro doce qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce. O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de doce de batata-doce.
  24. O bispo de Constantinopla, é um bom desconstantinopolitanizador. Quem o desconstantinopolitanizar, um bom desconstantinopolitanizador será.
  25. Esta casa está ladrilhada, quem a desenladrilhará? O desenladrilhador. O desenladrilhador que a desenladrilhar, bom desenladrilhador será!
  26. O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! Se desoriginalizásemo-lo original não seria!
  27. Fia, fio a fio, fino fio, frio a frio.
  28. Se o Faria batesse ao Faria o que faria o Faria ao Faria?
  29. Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
  30. Não sei se é fato ou se é fita. Não sei se é fita ou fato. O fato é que você me fita e fita mesmo de fato.
  31. A naja egípcia gigante age e reage hoje, já.
  32. Gato escondido com rabo de fora tá mais escondido que rabo escondido com gato de fora.
  33. La vem o velho Félix com o fole velho nas costas.
  34. Um limão, mil limões, um milhão de limões.
  35. Ao longe ululam cães lugubremente à Lua.
  36. Se a liga me ligasse, eu também ligava a liga. Mas a liga não me liga, eu também não ligo a liga.
  37. Maria-Mole é molenga. Se não é molenga, não é Maria-Mole. É coisa malemolente, nem mala, nem mola, nem Maria, nem mole.
  38. A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada.
  39. Os naturistas são naturalmente naturais por natureza.
  40. O padre pouca capa tem, porque pouca capa compra.
  41. Perto daquele ripado está palrando um pardal pardo.
  42. O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
  43. A pia perto do pinto, o pinto perto da pia. Quanto mais a pia pinga mais o pinto pia. A pia pinga, o pinto pia. Pinga a pia, pia o pinto. O pinto perto da pia, a pia perto do pinto.
  44. Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.
  45. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, ornitorrinco com ornitologista, ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.
  46. Toco preto, porco fresco, corpo crespo.
  47. Se o Pedro é preto, o peito do Pedro é preto e o peito do pé do Pedro também é preto.
  48. Pedro pregou um prego na porta preta.
  49. Paulo Pereira Pinto Peixoto, pobre pintor português, pinta perfeitamente, portas, paredes e pias, por parco preço, patrão.
  50. Pedreiro da catedral, está aqui o padre Pedro? – Qual padre Pedro? – O padre Pedro Pires Pisco Pascoal. – Aqui na catedral tem três padres Pedros Pires Piscos Pascoais como em outras catedrais.
  51. Se o papa papasse papa, se o papa papasse pão, se o papa tudo papasse, seria um papa -papão.
  52. Disseram que na minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?
  53. A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
  54. O Borges relojoeiro ruminara roendo raspas de raiz de romãzeira.
  55. Teto sujo, chão sujo.
  56. A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso.
  57. Fui caçar socó, cacei socó só, soquei socó no saco socando com um soco só.
  58. Caixa de graxa grossa de graça.
  59. Tecelão tece o tecido em sete sedas de Sião. Tem sido a seda tecida na sorte do tecelão.
  60. Uma trinca de trancas trancou Tancredo.
  61. Se cada um vai a casa de cada um é porque cada um quer que cada um vá lá. Porque se cada um não fosse a casa de cada um é porque cada um não queria que cada um fosse lá.
  62. Tem uma tatu-peba, com sete tatu-pebinha. Quem destatupebar ela, bom destatupebador será.
  63. Atrás da porta torta tem uma porca morta.
  64. Para ouvir o tique-taque, tique-taque, tique-taque. Depois que um tique toca é que se toca um taque.
  65. Se vaivém fosse e viesse, vaivém ia, mas como vaivém vai e não vem, vaivém não vai.
  66. O seu Veiga come aveia e pão com manteiga.
  67. Casa suja, chão sujo. Chão sujo, casa suja.
  68. Brito britou de brilhantes, brincando de britador.
  69. Luzia lustrava o lustre listrado, o lustre listrado luzia.
  70. Catarina canta uma canção com Carina.
  71. Pardal pardo, por que sempre palras? Palro sempre e palrarei, porque sou pardal pardo. O palrador d’el-rei.
  72. Com fé, vou a pé à Sé.
  73. Alô, o tatu tá aí? – Não, o tatu não tá. Mas a mulher do tatu tando, é o mesmo que o tatu tá.
  74. A faca afiada ficava no fundo do fogão.
  75. A chave do chefe Chaves está no chaveiro.
  76. Quando digo “digo”, digo “digo”. Não digo “Diogo”. Quando digo “Diogo”, digo “Diogo”. Não digo “digo”.
  77. Larga a tia, lagartixa. Lagartixa, larga a tia.
  78. A aglomeração na gleba glacial glosava a inglesa glamorosa que glosava com o gladiador glutão.
  79. A hidra, a dríade e o dragão, ladrões do dromedário do Druida foram apedrejadas.
  80. O frasco francês está fresco e frio.
  81. A abelha abelhuda abelhudou as abelhas.
  82. O bode bravo berra e baba na barba.
  83. A flora do seu Floripes vende flores fabulosas.
  84. O brinco da Bruna brilha.
  85. Dorme o gato, corre o rato e foge o pato.
  86. O tenente valente felizmente recebeu um presente.
  87. Bote a bota no bote e tire o pote do bote.
  88. Um tigre, dois tigres, três tigres.
  89. O gato fugiu pro mato e pegou carrapato no ato.
  90. José junta jabuticabas na jarra.

Importância linguística dos trava-línguas

O fato de terem de ser ditas de forma rápida, faz com que o jogo se torne uma brincadeira infantil que delicia também os adultos.

Porém, mais do que uma brincadeira, os trava-línguas são um importante elemento no desenvolvimento linguístico. Não só para as crianças, mas também para os adultos que estejam a aprender uma língua estrangeira esse é um recurso interessante.

Assim, o Destrava-Línguas (1988) é um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 1.º ano.

Trata-se de uma coletânea de trava-línguas e é da autoria da escritora portuguesa Luísa Ducla Soares, que se dedica à literatura infantil.

Fonte: Toda Matéria

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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