Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
truck driver strike in brazil

Truck driver strike in Brazil may cause mass hunger in coming days

The country of over 210 million individuals will begin to go hungry in the coming days if the federal government continues to mishandle the enduring truck driver strike in Brazil.

The transport of goods has come to a standstill in Brazil. Throughout the entire country truck drivers, the lifeblood of Brazil’s internal economy, have been on strike for more than seven days. Without transportation, most petrol stations have dried up and those that haven’t are seeing queues of cars spanning kilometers as their fuel quickly disappears. Airports have also been forced to refuse planes coming in and many are left stranded as flights are cancelled.

An upcoming food crisis is imminent, for several reasons. Supermarkets have not seen their wares replenished for over a week now. Without new goods coming in, stocks will become depleted and consumers will be faced with ever more diminishing options.

The food Brazilians eat will also most like have to be consumed raw as many citizens will be without cooking gas.

Even if the situation resolves itself in the new few days there will still be long lasting consequences to Brazil’s food security.  For several days an exorbitant number of livestock animals have been without feed and many are currently stuck in transport. It is expected that more than a billion animals will perish in the wake of the strike.

The truck drivers are battling against the Government’s handling of the fuel industry which, most notably, has caused oil prices to skyrocket. They are also protesting the dismantling of national assets such as the selling of major refineries. It is believed that Michel Temer, Brazil’s former vice-president who gained office after spearheading the impeachment of then president Dilma Roussef, is attempting to sell off and privatize the national oil industry to foreign actors.

Before the crisis, Michel Temer was already Brazil’s least popular president in history. Now, there is not only pressure for him to resign but many are also calling for him to deposed by force.

The vast majority of Brazil’s population is supportive of the strike, however are divided on what actions should be taken. Most want Temer gone but a great deal wish for the military to intervene and remove the president from office and assume control of the federal government. The last time Brazil’s military took control of the country was in 1964 resulting in almost 20 years of an oppressive and violent dictatorship.

The government, however, has already began to use the military to its own gain. Temer has issued presidential decrees giving the army authority to commandeer trucks and arrest drivers. Most recently, oil workers have also announced they will go on strike and the military officers have begun to occupy Brazil’s refineries.

What happens now is hard to predict but one thing is certain: Brazil’s crisis becomes more critical with each passing day as typical way of life quickly vanishes. The next events will assuredly transform the country for many years to come.

Truck Driver Crisis
Truck Driver Crisis – Public Domain

Cover photo: Sebastião Moreira – El País

Uma resposta

  1. Where’s Elon Musk with his self-driving trucks? It’s time that we automate everything we can so that we can have the freedom to do what we want and not be chained to some labor-intensive job that can be done just as well by machines with smart AI.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

PARCERIAS

REVISTA

CONTATO

logo xapuri

posts relacionados