Auschwitz do Brasil
Foram experimentos os mais variados com seres humanos que muitas vezes tinham o sofrimento como decorrência e no final, uma morte ingloriosa. Todos enterrados em valas gigantescas aos montes. As experiências feitas em humanos eram para as mais variadas finalidades, tendo um ser humano como cobaia. Iam de saber sobre a sobrevivência dos militares em reações à alta altitude, experiências de congelamento, assim como entender os princípios raciais e ideológicos.
A exposição estarrecedora da advogada dos 12 ex-médicos, expos o pacto entre a Prevent Sênior e o gabinete paralelo do Governo Federal. Experiências com cloroquina para não parar a economia. A articulação a nível militar da presidência para que sua tese de que a COVID era uma gripezinha e que todos deveriam ter imunização de gado, com teses negacionistas, estavam coordenados com o Ministério da Saúde, Economia, a Prevent Sênior e empresas que se aproveitaram para vender vacina a preços exorbitantes. Uma ligação em todos os setores do governo.
A estratégia de aconselhamento de médicos bolsonaristas desenvolvendo disseminação de informação falsa, evocando notícias e administrando medicamentos sem eficácia e ocultando as mortes por COVID.
O alinhamento ideológico por todos para desenvolver uma imunidade falsa de rebanho a custa da vida dos outros, é como me sinto observando Auschwitz no passado. A crueldade, acima das vidas era estampada no lema da Prevent: “Lealdade e obediência”.
A mesma frase era utilizada pela Schutzstaffel, o exército nazista. Como não fazer esse paralelo imediato? Vale ressaltar que Bolsonaro nunca escondeu sua admiração pela ditadura militar e exalta seu herói máximo, o torturador Ulstra.
A ultradireita, nunca escondeu sua admiração pelos ideais nazistas, mas com uma cara moderna, tendo alguns princípios básicos: O empoderamento nacionalista, desrespeito pelos direitos humanos, culpar tudo ao comunismo e seus inimigos, sexismo, controle de da massa através da mídia, Governo e religião sendo uma coisa só, Corrupção e nepotismo desenfreado e eleições fraudulentas.
Essa é a nossa ultradireita brasileira, mas também a mundial. Haja vista que além de Boris Johnson, Bolsonaro se encontrou com quem? Com o presidente polonês de ultradireita.
Somos uma geração que não aprendeu nada com a ditadura militar e o nazismo?


