PANTANAL: SAIBA MAIS SOBRE A TERRA DO TUIUIÚ

PANTANAL: SAIBA MAIS SOBRE A TERRA DO TUIUIÚ

Pantanal: saiba mais sobre a terra do Tuiuiú

O Pantanal, a terra do Tuiuiú, apresenta grande diversidade de espécies de plantas superiores, como árvores e arbustos (1.647 espécies) e alta diversidade de fauna: 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas.

Por: Eduardo Pereira

Existem mais espécies de aves no Pantanal (656) do que na América do Norte (cerca de 500) e mais espécies de peixes do que na Europa (263 no Pantanal contra aproximadamente 200 em rios europeus).

O Tuiuiú, a ave-símbolo do Pantanal, tem mais de 2 metros de envergadura com as asas abertas.

O maior peixe do Pantanal é o jaú, um bagre gigante que chega a medir 1,5 metros de comprimento e a pesar até 120 quilos.

O jacaré do Pantanal mede até 2,5 metros de comprimento e se alimenta principalmente de peixes.

A maior cobra do Pantanal é a sucuri amarela. Mede até 4,5 metros e se alimenta de peixes, aves e pequenos mamíferos.

A onça pintada do Pantanal chega a pesar 150 quilos, alimentando-se de aproximadamente 85 espécies de animais que vivem na região.

O Pantanal brasileiro tem 144.294 km2 de planície alagável, 61,9% dos quais (89.318 km2) no Mato Grosso do Sul e 38,1% (54.976 km2) em Mato Grosso. O bioma do Pantanal foi reconhecido pela Unesco em 2000 como Reserva da Biosfera.

Tuiuiú – Ave símbolo do Pantanal

O tuiuiú é o nome de uma ave ciconiiforme da família Ciconiidae.

Também conhecido como jaburru, jaburu, tuim-de-papo-vermelho (no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e cauauá (no Amazonas). O tuiuiú é considerado a ave-símbolo do Pantanal onde é a maior ave voadora. No sul do Brasil, é conhecido principalmente como jabiru, enquanto que o nome tuiuiú é usado para designar o cabeça-seca (Mycteria americana).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupi) yabi’ru,iambyrú = pescoço inchado, muito grande; e do (grego) mukter, mukterizo = focinho, nariz, bico. ⇒ Ave com nariz muito grande de pescoço inchado.

Características

O tuiuiú é uma ave pernalta, de plumagem branca nas asas e preta nas pernas. Tem pescoço nu, preto, e, na parte inferior, o papo, de cor vermelha, também nu.
 
O tuiuiú  chega a ter 1,4 metros de comprimento 1,60 de altura, e pesar 8 kg. Pode chegar a quase 3 metros de envergadura(medida de uma ponta da asa aberta à outra).
 
O  bico do macho, preto e muito forte,  mede cerda de 30 cm.  O da fêmea é um pouco menor.
 
O tuiuiú é uma cegonha e, como tal, voa com seu pescoço e pernas esticados, ao contrário das garças que encolhem seus pescoços  durante o voo.
 
Fonte primária de dados sobre o Tuiuiúwikiaves

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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