VEM AÍ: A 1ª EDIÇÃO DA FEIRA MÃOS COLETIVAS EM FORMOSA

VEM AÍ: A 1ª EDIÇÃO DA FEIRA MÃOS COLETIVAS EM FORMOSA

A 1ª EDIÇÃO DA FEIRA MÃOS COLETIVAS PROMETE REUNIR ARTE, CULTURA E SABORES EM FORMOSA

A cidade de Formosa (GO) recebe, no próximo dia 11 de abril, a 1ª edição da Feira Mãos Coletivas, iniciativa do Coletivo Itiquira em parceria com artesãs e artesãos locais. O evento surge com a proposta de valorizar o artesanato da região, incentivar a economia criativa e promover a troca de saberes entre produtores e o público formosense.

Artesanatos que são a cara do Goiás para você decorar sua casa com um pedacinho do cerrado ou presentear alguém especial!

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Variedade de artesanatos, produtos ecológicos, peças exclusivas e muito mais! Não perca!

Com foco na produção artesanal como carro-chefe, a feira reunirá expositoras e expositores que realizam trabalhos autorais, trazendo música, variedade gastronômica, artesanato, sustentabilidade, além de bebidas e uma rica programação cultural. A proposta é oferecer um espaço acolhedor, onde arte, cultura e convivência se encontram.

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O evento também contará com um espaço infantil equipado com brinquedoteca móvel

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Brinquedoteca da @brincae estará presente no evento. Foto: divulgação.

Confira o local e a programação

A programação acontece das 15h às 21h, na sede do Coletivo Itiquira, localizada na Rua Visconde de Porto Seguro, nº 843 (antiga Telebrasília). O público poderá aproveitar música ao vivo, conhecer artistas locais e apoiar pequenos produtores da região.

Local
O Coletivo Itiquira está localizado no centro de Formosa (GO). Na rua Visconde de Porto Seguro, n 843. Foto: Augusto/Coletivo Itiquira.

A Feira Mãos Coletivas é aberta ao público e convida toda a comunidade a participar dessa experiência que celebra a criatividade, a cultura e a produção local.

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Expositoras e expositores do projeto “Mãos Coletivas”. Foto/Maria Letícia/Comunicação.

Card Story

Serviço

📅 Data: 11 de abril

⏰ Horário: das 15h às 21h

📍 Local: Sede do Coletivo Itiquira – Rua Visconde de Porto Seguro, nº 843, Formosa (GO)

📞 Contato: (61) 9907-2894
Siga e compartilhe esse evento no Instagram:
@coletivoitiquira

Fonte e imagens: Assessoria de Comunicação/ Coletivo Itiquira

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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