A resposta histórica na Copa de 2027
Copa Feminina de 2027 revela paixões e ansiedades de brasileiros e brasileiras
Por Redação/Xapuri
A Copa do Mundo Feminina chega ao Brasil em exatamente um ano, a primeira na América Latina. Oito cidades-sede já estão se mexendo: Recife, Salvador, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília. Enquanto isso, o país se prepara para receber delegações internacionais.
Entre 1941 e 1979, o futebol feminino foi literalmente banido do Brasil. Mulheres que não podiam entrar em campo representavam um problema estruturante. Ainda que absurda, a história desvela sobre o patriarcado um cenário de resistências simbólicas na garantia de direitos. Demorou até 1983 para virar oficial, o que deveria ter sido óbvio sempre. Do jogo escondido, o cenário passou à negligência e ao preconceito. Entretanto, dados os passos que o Brasil terá no próximo ano, são elas que abrem caminho para a Copa acontecer agora.
Juliana Agatte, secretária extraordinária da organização, em discurso mencionou os impactos significativos do futebol feminino. Para ela, trata-se simbolicamente de organização, legado, profissionalização e igualdade. No compasso em que visualizamos essa força no esporte, é fundamental que este ganhe envergadura e os brilhos nos olhos de brasileiras e brasileiros.
Agatte diz, com razão, que o futebol feminino tem identidade própria e não deve ser comparado ao masculino. Esse fenômeno é fundamental para a estruturação de financiamento próprio, políticas específicas de incentivo e construções significativas no próprio prestígio enquanto sociedade.
Uma boa notícia é que o Brasil já possui estádios, aeroportos e infraestrutura de mobilidade em abundância, legado da Copa de 2014. Portanto, não é necessário investir em uma infraestrutura enorme. É possível investir no que realmente importa: em meninas que desejam jogar, mas não têm acesso; em mulheres que desejam atuar como árbitras ou narradoras; e em lideranças femininas nas federações e clubes.
Observou-se um aumento na demanda nas escolas e nos bairros. Tem menina querendo jogar. O que falta é espaço, oportunidade e continuidade.
Sob a face da Copa de 2027 temos a oportunidade de promover políticas para o fortalecimento das meninas e mulheres em campo. A paixão do brasileiro pelo futebol agora se amplia. O campo agora é para todo mundo e a ansiedade desvela uma resposta histórica, todo mundo tem direito a jogar e comemorar.
*Com informações de Capa: Alexander Fox | PlaNet Fox por Pixabay










