POVOS ORIGINÁRIOS CONQUISTAM, ENFIM, A UNIVERSIDADE INDÍGENA
O mês de junho chega com boas-novas para nossos povos originários. Atendendo a uma demanda histórica de suas lideranças e movimentos, o governo do Presidente Lula sancionou, no último dia 28 de maio, a Lei nº 15.418/2026, que institui a Unind – Universidade Federal Indígena
Por Rosilene Corrêa
Segundo Rita Potygura, representante do Fórum Nacional de Educação Indígena (Fneei), a Unind resulta de uma construção coletiva dos povos indígenas. “Enfim, surge a primeira universidade indígena do Brasil, construída de forma verdadeiramente participativa. Ela nasce da escuta, do diálogo, da construção coletiva e do respeito à diversidade dos nossos povos.”

Fonte: Agência Senado
A lei que cria a Unind destaca princípios como pluralidade epistêmica, valorização das mulheres indígenas, combate ao racismo epistêmico e fortalecimento da autonomia dos povos originários.
Vinculada ao MEC, com sede a ser instalada em Brasília, na antiga Universidade dos Correios, a Unind poderá atuar de forma multicampi, com expansão futura para outras regiões do país. A partir de 2027 serão ofertados dez cursos, para cerca de 2,8 mil estudantes, em seus primeiros quatro anos de vida.
Para o ministro Eloy Terena, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a universidade tem a missão de fortalecer identidades, culturas, histórias, memórias, artes, saberes e línguas indígenas, promovendo uma educação superior pautada na autonomia, na diversidade, na pluralidade e na autodeterminação dos povos indígenas.
Em cerimônia de assinatura da Lei de criação da Universidade Federal Indígena, no dia 29 de maio, no Palácio do Planalto, acompanhado do ministro da Educação, Leonardo Barchini, o presidente Lula afirmou que a Unind representa um reconhecimento dos direitos e conhecimentos historicamente preservados pelos povos indígenas.
“Isso é importante porque, aos poucos, a gente vai ensinando ao mundo a compreender que é possível, de forma civilizada, garantir direitos e participação a todos os que habitam o nosso planeta. A gente não pode prescindir do conhecimento milenar que os povos indígenas acumularam ao longo do tempo no Brasil e no mundo,” declarou o presidente.
A universidade terá estrutura organizacional semelhante à de outras universidades federais e os cursos poderão receber estudantes indígenas e não indígenas, sendo que os cargos de reitor/a e vice-reitor/a deverão ser ocupados, obrigatoriamente, por docentes indígenas.
Rosilene Corrêa – Dirigente da CNTE, Conselheira da Revista Xapuri, com informações do Palácio do Planalto, da Revista Focus Brasil e da Central Única dos Trabalhadores, com informações do GOV.BR Capa: Foto: Ricardo Stuckert/PR.










