II Conferência Indígena da Ayahuasca
Cumprimentando aos leitores deste blog, peço licença ao Jairo Lima, do blog Crônicas Indigenistas, para, finalmente, trazer um pequeno registro sobre o que foi, pra mim, a II Conferência Indígena da Ayahuasca (ocorrida em agosto de 2018). Se passaram só alguns meses, mas nesses tempos relativos já parece muito
Não, não é um cenário homogêneo, não se concordava todo tempo, e as diferenças são muitas seja entre os povos, seja entre indígenas e não-indígenas. Nossa memória tem sempre essa tendência de destacar momentos bonitos e esquecer aqueles mais tensos. Mas não quero fazer isso, talvez, porque, como uma entre muitas grandes lições assistidas naqueles dias, eu possa dizer que a discordância não era um conflito. Eram posições diferentes, cada um delas embasadas nas formas de entendimento de cada povo.Talvez algumas pautas não tenham saído “resolvidas” como alguns gostariam, outras iam se desvendando no decorrer dos debates e das cerimônias. E com a calma de quem sabe que no tempo certo o cipó vai florescer, se espera.
NOTA DA AUTORA:
Esse texto foi escrito e reescrito umas tantas vezes, mas sempre voltava a ele quando me vinha a lembrança do terreirão Puyanawa naquela noite fria de ritual com as estrelas rasgando o céu (em plena chuva de meteoros). Dádivas celestes no interior da floresta. A memória é farta e multidimensional. Guardo pra mim um tanto e me alegro em me irmanar a outros e outras compartilhando estas breves lembranças.
Maíra Dias é museóloga, pedagoga, especialista em Artes, Mestre e doutoranda em Ciências das Religiões. Estuda, entre outros, patrimônio cultural e plantas sagradas.
Esta matéria nos foi gentilmente enviada por Jairo Lima, do blog Crônicas Indigenistas. Conheça a página do Crônicas Indigenistas no Facebook (clique aqui). Lá encontrará, além de nossos textos, várias e diversificadas informações. Também temos o canal do YouTube: Crônicas Indigenistas – Música Indígena (clique aqui).











