Os suíços comemoraram a ascensão do seu Instituto Federal de Tecnologia ETH Zürich, que ocupou o sétimo lugar, no ranking universitário da Quacquarelli Symonds deste ano, anunciado nesta semana.
Por Lúcio Flávio Pinto
A instituição continua a ser a melhor universidade da Europa continental. No entanto, os suíços também reconheceram que, no geral, as universidades do país novamente perderam terreno. A Escola Politécnica Federal de Lausanne, por exemplo, caiu 20 posições, ficando em 36º lugar.
O Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos, liderou a lista da QS pelo 12º ano consecutivo, seguido pelas universidades de Cambridge e Oxford.
A classificação, uma das várias grandes comparações internacionais de educação, elabora sua lista com base em indicadores que incluem reputação acadêmica e de empregadores, relação professor/aluno, citações de pesquisas e perfil internacional. A sustentabilidade foi acrescentada neste ano.
A organização classificadora disse que o ligeiro declínio geral da Suíça foi provavelmente devido ao fato de que “ela está lutando para difundir sua óbvia qualidade em todo o mundo, e particularmente no mercado de trabalho”.
As universidades suíças obtiveram uma pontuação alta por sua influência na pesquisa, medida em termos de citações de pesquisa, pela qualidade do ensino e o número de alunos por professor.
O QS World University Ranking 2024 lista 1.499 instituições de ensino superior de todo o mundo. A Universidade Federal do Pará, a maior da Amazônia, com 45.647 alunos e 2.605 professores, ficou no 1.401º lugar.
Mas não se ouve qualquer debate a respeito dessa posição. Nem em Belém, nem nas demais capitais dos nove Estados da região, que ocupa 60% do território brasileiro. A Amazônia é cada vez mais um tema mundial. Menos nela própria.
Lúcio Flávio Pinto – Jornalista e Escritor, em Amazonia Real. Foto: Divulgação/UFPA.