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Animais herbívoros são mais fracos que os carnívoros? 

Animais herbívoros são mais fracos que os carnívoros?

Animais herbívoros são mais fracos que os carnívoros? 

Quando comparados animais carnívoros com animais herbívoros, logo pensamos que o primeiro grupo é naturalmente mais forte por serem os caçadores. Por precisarem correr atrás de suas presas e devorá-las, os carnívoros precisam ser fisicamente mais capazes, certo? Não é tão simples assim…
Por Pedro Freitas/via Mega Curioso
Se olharmos para a era dos dinossauros, notaremos que muitas das maiores criaturas daquele tempo eram, na verdade, herbívoras. E isso vale também para o contexto atual, em que o maior animal terrestre existente no planeta é o elefante africano — um gigante que adora uma salada. Então, vamos entender um pouco mais sobre essa disputa nos próximos parágrafos.

 
 

Grandeza dos herbívoros

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)
Além do elefante africano, a lista de maiores criaturas terrestres continua sendo uma verdadeira lavada dos herbívoros. Por exemplo, o elefante asiático, o rinoceronte-branco, o hipopótamo, o gauro são todos herbívoros. E para um resumo ainda maior, todos os animais no top 10 de grandeza terrestre não são notórios comedores de carne.
Os únicos animais existentes que superam esses tamanhos são as baleias. Nesse contexto, as baleias não são herbívoras. Porém, vale também ressaltar que pouquíssimas criaturas no fundo do mar não são carnívoras. Sem contar que o ambiente aquático é uma boa explicação para que uma baleia consiga suportar todo o seu peso.
Mas por que os maiores animais do mundo são herbívoros? Tudo isso é uma questão de recursos e como obtê-los. Existe muita matéria vegetal no mundo e relativamente “fácil” de renovar. Sendo assim, os recursos para essas criaturas são abundantes e após determinado tamanho elas ainda dificilmente serão predadas por carnívoros.

Questão de força

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)
Ao contrário do que acontece com os herbívoros, a história é diferente: ser muito grande prejudicaria a agilidade e poderia impossibilitar a captura de presas. Isso significa que os carnívoros podem perder em tamanho muitas das vezes, mas adquiriram outros atributos que contribuem para os seus objetivos.
Também há menos para comer, conforme a pirâmide alimentar biológica. Nesse quesito, os herbívoros são comedores primários — e se alimentam direto da fonte disponibilizada pela natureza —, enquanto os carnívoros são comedores secundários ou até mesmo terciários.
Tendo todos esses fatores em consideração, os carnívoros são de fato mais fortes que os herbívoros? Em termos gerais, sim. Não à toa eles são os predadores e ditam a maioria das relações do mundo selvagem. Porém, como explicado ao longo do texto, nem todos os herbívoros são criaturas tão indefesas assim, usando sua corpulência para se defender e até mesmo ganhar algumas brigas.
Se de um lado da balança temos veados, cabras e outros animais mais frágeis, existem outros animais que angariam bastante respeito para os comedores de planta. O gorila, por exemplo, alimenta-se apenas de plantas e variados insetos, mas mesmo assim consegue levantar mais de 1,8 tonelada de peso. Resumindo: não é comer salada que faz o animal ser fraco!

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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