Arquitetos defendem ATHIS na COP30 em Belém
Uma delegação de Arquitetos Urbanistas aportou em Belém com um único objetivo: divulgar a campanha por 5570 municípios com Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social com intuito de transformá-la em instrumento em defesa do direito à moradia justiça climática
Durante sete dias, os Arquitetos pela Moradia se inseriram na programação da COP30, incidindo diretamente sobre a programação da Conferência, divulgando a Carta pela ATHIS, premiada em 2023 pela FNA- Federação Nacional de Arquitetos.
Carta essa, adaptada para a tradução feita para chegar aos interlocutores nacionais mas também como recado aos 194 paises que se somaram ao Brasil, no esforço da construção de uma agenda efetiva para a adaptação do mundo com as mudanças necessárias para enfrentamento das emergências climáticas.
De acordo com Cláudia Pires, uma das coordenadoras do movimento, a justiça climática somente pode ser obtida, entendendo que a moradia é uma função estruturante e que os mais pobres têm pouco ou nenhum auxilio para resposta aos problemas que assolam territórios empobrecidos e desamparados.
“Precisamos entender que o apoio dos profissionais do habitat é feito no território onde a palavra de ordem é a participação efetiva dos seus beneficiários. O investimento de recursos públicos precisa estar ancorado em conhecimento técnico previsto na lei de ATHIS que este ano faz 17 anos sem que a mesma se efetive no território.”
Já para o Bioarquiteto Filemon Tiago, as respostas para a moradia precisam repensar as escolhas por materiais que prejudicam o planeta comprometendo a sobrevivência da espécie e ameaçando as comunidades tradicionais, seus valores e a riqueza cultural destes povos.
“Para o direito a moradia poder prevalecer é preciso modificar os modos de fazer arquitetura da moradia a partir dos recursos naturais que cada lugar tem a oferecer”.
Com estes argumentos, participaram de 6 painéis sobre o tema e mais a Barqueata em apoio a Carta da Cupula dos Povos que o Coletivo também assinou.
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p style=”text-align: justify;”>Filemon também ofertou uma oficina através do coletivo Arq Viva, parceiro dos Arquitetos pela moradia e todo este conteúdo está registrado em fotos, vídeos e depoimentos que farão parte de um diário escrito por todos que participaram da empreitada.





