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Atmosfera

Atmosfera: A esfera que proporciona a vida na Terra

Atmosfera: A esfera que proporciona a vida na Terra

Por: Altair Sales Barbosa 

Acima da litosfera e da hidrosfera, componentes da crosta terrestre, também chamada de estenosfera, encontra-se um conjunto de elementos com diversos componentes físicos, químicos e cuja existência é responsável pela vida na Terra e em parte pelas suas feições geomorfológicas.

A esse conjunto de elementos, que varia desde o nível do mar até aproximadamente 800 km de altura, dá-se o nome de atmosfera. Portanto, atmosfera é uma camada gasosa que envolve o planeta Terra em toda sua extensão.

Não se nos apresenta homogênea, mas dividida em camadas definidas que variam de temperatura e composição. Essa variação tem como base os tempos atuais, porque em eras mais remotas a composição apresentava maior variação e outras composições.

Atualmente, pode-se organizar a atmosfera terrestre em camadas partindo do nível do mar em direção ao espaço sideral. Essas camadas são assim denominadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

TROPOSFERA

A troposfera é a primeira camada da atmosfera. A partir do nível do mar, essa camada pode atingir de dez a doze mil metros de altura, sendo que esta variável depende da geomorfologia. Por exemplo: a troposfera é mais espessa a partir do nível do mar e menos espessa a partir das altas cadeias de montanhas, da mesma forma, sua composição e temperatura se alteram tanto em relação à latitude como em relação à altitude.

Atualmente a troposfera terrestre é composta por cerca de 78% de Nitrogênio, 21% de Oxigênio e 1% de outros gases como Dióxido de Carbono, Óxido Nitroso, Dióxido de Nitrogênio, Gás Metano, Ozônio e vapor de Água.

Essa composição, entretanto, nem sempre foi dessa forma, houve grandes variações durante os diversos períodos da história geológica da Terra. Por exemplo, na aurora do Planeta o teor de Dióxido de Carbono chegava a 99%. Esse material, posteriormente, foi lentamente sequestrado pelos mares primitivos, dando origem aos calcários, hoje existentes na Terra.

É na troposfera onde ocorrem os maiores dos fenômenos naturais ou meteorológicos, como vento, chuva, neve, relâmpagos, etc. A temperatura desta camada é muito variável situando- se entre 40oC a -60oC.

ESTRATOSFERA

A estratosfera é a segunda camada da atmosfera a partir do nível do mar. Vai desde os limites da troposfera e pode alcançar a altitude de 50 km, variando também de temperatura de acordo com a altitude, indo de -5oC até 70oC.

O principal componente desta camada atmosférica é o Ozônio, com níveis de 85% a 90%. Mas nem sempre foi assim. Esse gás começou a se formar durante o início do período geológico conhecido como Permiano, por volta de 300 milhões de anos antes do presente. Nessa época, cerca de 20% da estratosfera era composta de oxigênio. Durante esse período, uma forte radiação solar quebrou as ligações entre os átomos de oxigênio, fenômeno conhecido como fotólise, dando origem ao Ozônio, que é uma combinação desses átomos com moléculas de oxigênio. Dando origem ao O3 – Ozônio, e após esse processo passou a formar uma camada específica, situada entre 25 a 30 km de altura.

A camada de ozônio é a responsável por diminuir os efeitos nocivos da radiação solar sobre a Terra, inclusive protegendo a vida da ação dos raios ultravioletas. Por esta razão é que, a partir dessa época, houve uma explosão da vida sobre a Terra, possibilitando inclusive a colonização das partes continentais, tanto por comunidades vegetais, como também por animais.

Além do Ozônio, outros gases em proporção menor entram na composição da Estratosfera: Óxido de Azoto N2O, Metano CH4, Clorofluorcarbonetos CFC, gases liberados por atividades vulcânicas, Ácidos de Halógenos, Dióxido de Enxofre, Ácido Sulfúrico, sendo este último importante para a formação das nuvens. Outra observação importante a salientar é que todos são gases de vida longa.

MESOSFERA

Logo acima da Estratosfera, numa altitude situada entre 50 a 80 km e com temperaturas que variam de -10o C até -100o C situa-se a Mesosfera, camada da atmosfera na qual se concentram os íons, que são partículas elétricas úteis para a transmissão das ondas sonoras de rádios e sinais de TV.

Nesta camada também ocorre o fenômeno da aero luminescência, que consiste na queima de gases, provocando flashes de luminosidades tanto no período diurno quanto no noturno.

TERMOSFERA

Em termo puramente linear, apenas para reforçar o raciocínio aqui utilizado, encontra-se logo acima da Mesosfera a camada denominada Termosfera que pode chegar a uma altitude de 500 km acima do nível do mar. É basicamente composta por raras moléculas de ar, por esta razão a radiação solar é muito intensa fazendo com que as temperaturas atinjam facilmente a casa do 1000oC.

EXOSFERA

Acima dos 500 km de altitude encontra-se a Exosfera, camada que antecede o espaço sideral e que segundo alguns estudos pode atingir até 800 km de altura. É formada basicamente por Hélio e Hidrogênio. A título de curiosidade, é nesta camada que se encontram os satélites artificiais e os telescópios espaciais.

MAGNETOSFERA

É perfeitamente conhecida nos dias atuais a dinâmica dos ventos solares. Sabe-se que o sol irradia em todas as direções um vento com velocidades de 300 a 900 km por segundo. Esses ventos geralmente carregam radiações nocivas e se atingissem a superfície da terra arrasaria tudo que existe vivo no Planeta e ainda poderia provocar a evaporação das águas oceânicas e outras águas superficiais. Entretanto, isto não ocorre, porque a Terra possui um escudo magnético protetor.

Esse campo magnético recebe o impacto dos ventos solares e os rebate ou os absorve, permanecendo envolto neles. Essa bolha magnética é considerada por alguns meteorologistas como mais uma camada da atmosfera, talvez a última, recebendo a denominação de Magnetosfera.

atmosferaA COR DA ATMOSFERA

DA TERRA

A cor do céu da Terra, enquanto a própria atmosfera não absorve a luz, não tem qualquer relação com sua composição. Os principais elementos que compõem a nossa atmosfera, nitrogênio e oxigênio, não absorvem a luz, somente a refletem.

Os produtos de oxidação do nitrogênio, contidos nos gases de escapamento dos veículos automotores, absorvem a luz, atribuindo uma cor castanho escuro à mistura de fumaça e nevoeiro. A absorção, tal como a dispersão, interfere na cor do céu. Desse modo, qualquer céu que não seja negro deve apresentar uma atmosfera.

Quando Yuri Gagárin, primeiro astronauta a orbitar a terra, observou do espaço a nossa atmosfera, enfatizou a cor azul do céu. A Terra, vista de fora, apresenta-se azul, não apenas devido à espessa atmosfera transparente e enriquecida de oxigênio, mas também pela existência do oceano profundo.

O céu azul pode ser considerado uma “marca registrada” do nosso planeta.

UNIVERSIDADE ABERTAAltair Sales Barbosa
Dr. em Antropologia e Geociências
Smithsonian Institution de Washington D.C. USA –
Pesquisador do CNPq –
Membro Titular do Instituto Histórico e Geográfico de
Goiás

Block

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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