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Embrapa coordena bancos genéticos de biodiversidade

Embrapa coordena bancos genéticos que guardam biodiversidade. A diversidade biológica é a base para o desenvolvimento de muitas atividades agrícolas, pecuárias e florestais.

Por Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja

Há uma preocupação crescente na sociedade global quanto à destruição do ambiente por práticas não-sustentáveis de manejo e a consequente perda de biodiversidade. Desmatamentos e queimadas para atividades agrícolas, industriais, de mineração e para ampliação de áreas urbanas, rodovias e ferrovias são as maiores ameaças à destruição da biodiversidade, fonte inesgotável de genes para o melhoramento genético das plantas e animais.

A demanda por mais alimentos para atender uma população sempre crescente obriga o agricultor contemporâneo a produzir mais, ocupando áreas cada vez menores. Produzir mais nos espaços tradicionais é possível via uso de mais e melhores tecnologias de produção, incluindo as plantas melhoradas geneticamente pelo uso da biodiversidade. A diversidade biológica é a base para o desenvolvimento de muitas atividades agrícolas, pecuárias e florestais, assim como da indústria de cosméticos, remédios e ecoturismo, indicando a importância da sua preservação.
A biodiversidade ou diversidade biológica, como o próprio nome sugere, consiste no somatório de todas as formas de vida existentes na Biosfera. Indica a diversidade de biótipos (plantas, animais e micro-organismos) que habitam um determinado espaço, podendo este espaço ser uma cidade, um estado, um país ou o próprio Planeta Terra. Não se sabe quantas espécies animais e vegetais habitam o ambiente terrestre. As estimativas são discrepantes; enquanto uns indicam a existência entre 3.6 até mais de 100 milhões de espécies, outros estimam existirem entre 10 e 50 milhões, a maior parte ainda desconhecida.
Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da megadiversidade, concentrando cerca de 1/5 das espécies de seres vivos existentes no Planeta; boa parte localizados no Bioma Amazônia, a região do planeta com maior biodiversidade. Em cada hectare de floresta amazônica podem ser encontradas de 40 a 300 espécies de árvores diferentes, ante apenas 4 a 25 nas florestas temperadas da América do Norte ou da Europa.
Os insetos constituem a maior parte dos animais encontrados na Amazônia e a maior parte deles são espécies endêmicas; só ocorrem lá. Os ecossistemas Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga também são ricos em biodiversidade, mas eles não são páreo para a riqueza biológica encontrada no ecossistema amazônico.
A biodiversidade não é estática e não está distribuída igualmente entre as diferentes regiões do Planeta. Quanto maior a latitude, menor o número de espécies, indicando que existem mais espécies diferentes nos trópicos do que em regiões temperadas. As espécies estão em constante transformação, gerando biótipos diferentes a cada instante, a partir da inter-relação entre eles, seja via mutações espontâneas ou por cruzamentos naturais.
A biodiversidade das florestas tropicais – muito especialmente a da floresta amazônica – tem sido considerada o passaporte para um futuro brilhante de progresso econômico para os países que as possuem, Brasil no centro. Por possuírem uma gigantesca biodiversidade, as florestas tropicais são muitas vezes mais valiosas em seu estado natural do que derrubadas para extração de madeira e/ou para exploração agrícola ou pecuária. Isto indica a importância de os países que detém essas florestas investirem na sua conservação, até conseguirem desenvolver a capacidade de aproveitar a biodiversidade nelas existente e usufruí-la sustentavelmente.
Visando proteger-se da possibilidade de perder importantes recursos genéticos da flora nacional, o Brasil implantou Bancos de Germoplasma coordenados pela Embrapa, os quais armazenam sementes de exemplares de importantes espécies da flora nacional, evitando sua extinção. No mundo existem outras importantes iniciativas para a conservação (ou salvamento) da biodiversidade (especificamente de sementes de culturas agrícolas), por iniciativa de governos como o da Noruega, que guarda milhares de sementes das mais diversas espécies do mundo, no subsolo de uma montanha gelada, sob o Círculo Polar Ártico.
Fonte: Canal Rural
 
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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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