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Baobá: Mortes misteriosas de árvores antigas intrigam cientistas

Baobá: Mortes misteriosas de árvores antigas que são ícones da savana africana intrigam cientistas

Por Helen Briggs

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Panke, o mais antigo baobá africano conhecido, que aparece nesta imagem registrada em 1997, foi um das árvores que morreram | JOCELYN ALEXANDER

Um baobá considerada ícone da savana africana está morrendo em circunstâncias misteriosas.

Cientistas internacionais descobriram que a maioria dos baobás mais antigos e maiores da África morreram nos últimos 12 anos.

Eles suspeitam de que a morte possa estar ligada a mudanças climáticas, embora não tenham evidência direta disso.

A árvore pode alcançar dimensões gigantescas e viver centenas, senão milhares de anos.

Os pesquisadores, de universidades da África do Sul, Romênia e Estados Unidos, afirmam que as perdas identificadas por ele são “um evento de magnitude sem precedentes” e que as mortes não foram causadas por uma epidemia.

As descobertas foram reveladas na revista Nature Plants.

“Suspeitamos que a morte desses baobás monumentais pode estar associada, pelo menos em parte, a modificações significativas das condições climáticas que afetam particularmente a África Austral (região também conhecida como África Meridional, formada pelo países do sul do continente)”, disse a equipe, liderada pelo doutor Adrian Patrut, da Universidade Babes-Bolyai, na Romênia. “No entanto, pesquisas adicionais são necessárias para confirmar ou refutar essa suposição.”

‘Chocante e muito triste’

Os pesquisadores têm visitado árvores antigas em toda a África Austral desde 2005, usando a técnica de datação por radiocarbono para investigar sua estrutura e determinar as idades delas.

Inesperadamente, descobriram que oito dos 13 mais velhos e cinco dos seis maiores baobás morreram completamente ou tiveram um colapso de suas partes mais antigas.

As árvores de baobá têm muitas hastes e troncos, frequentemente de diferentes idades. Em alguns dos casos investigados, todas as hastes haviam morrido de forma repentina.

“Nós suspeitamos que isso esteja associado ao aumento da temperatura e da seca”, disse Patrut à BBC News. “É chocante e muito triste vê-los morrer.”

As árvores que morreram ou estão morrendo são encontradas no Zimbábue, Namíbia, África do Sul, Botsuana e Zâmbia. Elas têm entre 1.000 e mais de 2.500 anos de idade.

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O baobá é uma das árvores mais antigas e com grande capacidade de armazenamento de água para sobreviver às condições de zonas áridas | GETTY IMAGES

Também conhecidos como “árvores-do-rato-morto”, devido ao formato de seus frutos, os baobás têm troncos robustos e sem ramificação.

Eles armazenam grandes quantidades de água no seu interior para suportar as duras condições das zonas áridas em que vivem.

Também dão suporte à vida selvagem e são importantes locais para construção de ninhos de aves.

No Brasil, as poucas árvores da espécie se concentram principalmente no Estado de Pernambuco.

Fonte: BBC – Brasil

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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