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CARNÍVORAS:

Carnívoras: As plantas que comem insetos

Carnívoras: As plantas que comem insetos

Desde que me entendo por gente, ouço falar de plantas carnívoras. Quando eu era criança, tinha um medo danado de ser engolido por uma delas. Mas, para os humanos, essas plantinhas, chamadas carnívoras ou insectívoras, são inofensivas. A maioria delas é de pequeno porte e, geralmente, as espécies são bastante delicadas e muito antigas. Existem fósseis de plantas carnívoras de cerca de 60 milhões de anos. Tanto tempo passado, elas permanecem presentes na nossa flora e podem até ser cultivadas em jardins caseiros…

Por Eduardo Pereira  

Essas plantas, assim como todos os outros vegetais, são autotróficas (produzem seu próprio alimento) e realizam a fotossíntese para a autonutrição, mas, como vivem em áreas tropicais e subtropicais com solos pobres em nutrientes, ganharam da natureza a capacidade de capturar pequenos seres vivos para complementar os nutrientes de sua dieta. Para isso, suas folhas foram equipadas com uma substância pegajosa, chamada mucilagem, e atuam como armadilhas para capturar suas presas.

As plantas carnívoras foram descobertas em 1768 pelo botânico inglês John Ellis, que ficou maravilhado com o processo de captura de insetos de uma carnívora chamada Dionaea Muscipula. Um século depois, o naturalista Charles Darwin, criador da Teoria da Evolução das Espécies, publicou um livro chamado

Insectivorous Plants”, que se tornou a primeira obra dedicada às plantas carnívoras.

Segundo a Ciência, existem cerca de 600 espécies de plantas carnívoras no mundo, a maioria delas em regiões tropicais e subtropicais, especialmente em locais onde o solo apresenta poucos nutrientes. Essas espécies estão divididas em seis famílias, das quais duas são encontradas no Brasil.

Fontes:
http://plantas-carnivoras.info/
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/plantas-carnivoras.htm

Eduardo PereiraEduardo Pereira
@weiss_guru

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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