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COMPROMISSOS DO BRASIL NA COP 26

Brasil se compromete a reduzir emissões de carbono em 50%, até 2030

O Governo brasileiro manifestou seu apoio à declaração internacional de líderes presentes à Conferência da ONU sobre
 
amazonia icmbio rio e floresta
Declaração dos Líderes prevê investimentos de R$ 108 bilhões em financiamento público e privado – Foto: ICMBio
 
Começou nesta semana a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia. O encontro reúne mais de 190 países para discutir medidas mais enérgicas contra o . Na abertura das atividades brasileiras, o Governo Federal anunciou a meta de reduzir as emissões de em 50%, até 2030. 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, ressaltou o papel do como uma grande potência verde. “Temos a maior do planeta, a maior e mais rica cobertura florestal e uma das maiores áreas oceânicas”, afirmou. 

O Presidente destacou ainda a criação recente do Programa Nacional de Crescimento Verde (PNCV), que vai oferecer financiamentos e subsídios para incentivar projetos de preservação ambiental, priorizar concessão de licenças e gerar os chamados empregos verdes. “Com isso, vamos favorecer ações e projetos de conservação da floresta, uso racional dos recursos naturais, redução dos gases do efeito estufa e geração de emprego verde”, disse . 

PNCV

O Programa Nacional de Crescimento Verde possui governança única, realizada pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima e Crescimento Verde – CIMV (antigo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima), presidido pela Casa Civil, que facilitará o planejamento, a execução e o monitoramento de resultados. O CIMV também será responsável por outro importante ponto, que é a criação e consolidação de critérios verdes, levando em consideração as características de cada região do Brasil em todos os seus .

A expectativa do governo brasileiro é que, em 2050, o país zere a emissão de carbono na atmosfera. “Apresentamos, hoje, uma nova meta climática mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030”, disse o ministro do .

O Ministério do Meio Ambiente apresentou diretrizes para a agenda estratégica voltada à neutralidade climática. Entre as medidas, estão:

  • Zerar o ilegal até 2028: 15% por ano até 2024, 40% em 2025 e 2026, e 50% em 2027, comparando com o ano de 2022;
  • Restaurar e reflorestar 18 milhões de hectares de florestas até 2030;
  • Alcançar, em 2030, a participação de 45% a 50% das energias renováveis na composição da matriz energética;
  • Recuperar 30 milhões de hectares de pastagens degradadas;
  • Incentivar a ampliação da malha ferroviária.

As apresentações do Pavilhão Brasil estão sendo transmitidas ao vivo no canal do Ministério do Meio Ambiente no YouTube, clique aqui para acessar.

 LIVE SOLIDÁRIA O BRASIL NA COP 26 SEGUIR ESPERNEANDO –

⏰ Dia: 02/11 às 21h

📍 Mediadora : Lucélia Santos

🗣️ Participação:

📌 Josimo Constant – Antropólogo. Embaixador para o Brasil do Global Youth Climate Pact

📌 Alfredo Pena-Vega (PhD) – Diretor Científico do Projeto Global Youth Climate Pact 📌

Luis Flores – Coordenador no Chile do Projeto Pacto Mundial de Jovens pelo Clima

Ir para a Fonte
Author: Xapuri Socioambiental [smartslider3 slider=”38″] [smartslider3 slider=27] [smartslider3 slider=42]

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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