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Comunidade de SP transforma lixão em floresta de permacultura

Comunidade de SP transforma lixão em floresta de permacultura que oferece alimentos gratuitos à população

A comunidade Vila Nilo, localizada na zona norte de São Paulo, que transformou um local de despejo em horta orgânica. Iniciativas do tipo (ainda bem!) estão virando tendência por lá.

Por Débora Spitzcovsky 

Também na zona norte da capital paulista, no bairro Jardim Filhos da Terra, a comunidade se uniu para transformar um lixão em floresta de permacultura.

O lugar, antes responsável por poluir o rio local, gerar enchentes, contaminar o solo e disseminar doenças, além de servir como cemitério para animais mortos, hoje produz alimentos que são distribuídos gratuitamente para a população e, inclusive, apoia mulheres da comunidade na geração de renda.

O movimento começou em 2016, com o coletivo local Do Estradão, que iniciou o processo de limpeza do terreno onde ficava o lixão. Na sequência, o coletivo Autonomia ZN somou com o trabalho, por meio de ações de educação ambiental na comunidade e do plantio de mudas no local. Por fim, o coletivo Cestas ZN também se juntou ao movimento, auxiliando na distribuição dos alimentos cultivados no terreno para a população da região.

Atualmente, dezenas de espécies de PANCs, as Plantas Alimentícias Não-Convencionais, de fácil cultivo e extremamente nutritivas, são plantadas no local, além de ervas medicinais.

O espaço também cultiva “plantas filtradoras”, que ajudam a melhorar a qualidade do ar na região, e ainda possui uma espécie de centro de triagem que transforma resíduos que iriam para o lixo em ferramentas para ajudar no plantio. Os polímeros de colchões velhos, por exemplo, são usados para reter água e diminuir a necessidade de regas, enquanto o lixo orgânico é transformado em adubo e os sofás velhos são utilizados como canteiros.

Um trabalho da comunidade para a comunidade, que está ajudando a todos nesse momento de tanta fome!

Fonte: The Green Post. Este artigo não representa a opinião da Revista e é de responsabilidade da autora.


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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