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Conheça Richarlison, o camisa 9 das causas sociais

Conheça Richarlison, o camisa 9 das causas sociais

Richarlison de Andrade, o Pombo, nasceu em 10 de maio de 1997, em Nova Venécia, interior do Espírito Santo. Filho de Antônio Carlos e Vera, ele viu seus pais se separarem quando tinha apenas 7 anos…

Por Francisco Paulo/via Mídia Ninja

O pai foi se mudou para Minas Gerais, em busca de trabalho, enquanto Richarlison foi morar com a mãe na sua cidade natal. Por lá, ele entrou no time da cidade e começou a dar seus primeiros passos no futebol em 2010, aos 13 anos.

Em seu texto “Guerreiros Não Desistem”, publicado no site The Players Tribune, Richarlison conta que decidiu que queria se tornar profissional já aos 15 anos, após diversas experiências ruins com trabalhos formais. Dessa forma, ele escreve que o primeiro teste foi no Avaí, de Santa Catarina, onde ficou por quatro semanas, mas acabou dispensado. Logo depois tentou o Figueirense, do mesmo estado, mas também foi recusado. Então, ele voltou para Nova Venécia e por meio de contatos conseguiu uma vaga na equipe do Real Noroeste, que disputaria o campeonato capixaba.

Em 2014, após um ano no clube, o América-MG demonstrou interesse em Richarlison, que pouco depois se mudou para a equipe mineira. Apesar disso, a transferência quase não aconteceu por dificuldades impostas pelo Real Noroeste, situação que o atacante disse ser o motivo por não ter mantido relação com o clube após a saída. Durante seu período de testes ele teve uma folga e decidiu visitar seu pai, Richarlison conta que durante essa visita viu seu pai ser humilhado pelo dono da fazenda onde morava e foi ali que ele percebeu que precisava ser jogador profissional para dar dignidade a sua família. Então, ele começou a treinar mais forte, se destacou e no final daquele ano conseguiu seu primeiro contrato.

A partir de então sua carreira ascendeu meteoricamente e em dois anos ele passou das categorias de base do América, para destaque do Fluminense e logo depois do Watford, já na Europa. Na Premier League, Richarlison surpreendeu e logo de cara foi um dos destaques da campanha do Watford. Tanto que, em julho de 2018, foi contratado pelo Everton por 45 milhões de Libras, se tornando a maior contratação da história do clube. Naquele mesmo ano ele foi convocado para a seleção brasileira pela primeira vez.

Hoje, Richarlison está no Tottenham, clube que o contratou em julho por 60 milhões de euros. Na equipe londrina, ele fez sua estreia na Liga dos Campeões, quando marcou os dois gols da vitória sobre o Olympique Marseille.

Que ele é um craque dentro de campo todo mundo sabe, mas Richarlison também se destaca por suas ações e seus posicionamentos fora das quatro linhas. O atacante mostrou esse lado de forma mais intensa durante a pandemia da covid-19, em 2020, quando usou seu twitter com milhões de seguidores para divulgar o trabalho de pessoas que estavam passando dificuldades. Posteriormente, ele usou novamente sua relevância para divulgar o absurdo caso de Mariana Ferrer, que viu seu agressor ser condenado por “estupro culposo”.

Além disso, o craque também se manifestou sobre o movimento “Black Lives Matter”, contra as queimadas que aconteciam na amazônia, a crise de luz no Amapá e diversos outros problemas que o país enfrentou nos últimos anos.

Em entrevista ao portal UOL, ele comentou sobre seus posicionamentos. “Acho importante falar, mobilizar pessoas, porque, infelizmente, alguns que estão no comando só se movimentam para fazer alguma coisa quando existe algum tipo de pressão popular ou quando existe a possibilidade de ganhar votos. Eu tento mobilizar quem me segue, mostrando o que está acontecendo e cobrando de quem é a responsabilidade por essas situações”, disse Richarlison, em entrevista ao ECOA.

http://xapuri.info/lburdia-gabriel-aprovado-em-medicina-na-usp-fazia-faxina-para-pagar-cursinho/

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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