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Forest fires cause São Paulo city to turn dark

“Day turns into night” in São Paulo; the Amazon’s forest fires a cause.

The South American country is witnessing its most massive wave of forest fires in the past five years. Many blame Brazil’s President, Jair Bolsonaro, for encouraging devastation in the Amazon.

It began yesterday afternoon, around 3 PM local time, August 19th. Dark clouds over São Paulo city turned “day into night” and led many people to call the metropolis the new “Gotham City.” The cause? A meteorological phenomenon resulting from both the arrival of a cold front as well as smoke originating from forest fires.

Side fact: the fires occurred in the Amazon region, more than four thousand kilometers away.

According to Helena Balbino of Brazil’s National Institute for Meteorology, the city is “inside a cloud of pollution”. The situation quickly became a trending topic on Twitter with numerous tweets joking that São Paulo has become the forefront of “the Apocalypse”.

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Source: Twitter @bchartsnet

Fire is a tool commonly used by grileiros, people who deforest and ravage natural areas in order to appropriate them, and has become an epidemic in many crucial areas of Brazil.

Since January, Brazil has witnessed its largest wave of forest fires in the last five years, caused by both human action and its dry season. The fires have proliferated uncontrollably in various northern regions encompassed by the Brazilian Amazon and have spread to neighboring countries such as Bolivia and Paraguay.

forest fires in south america
Source: windy.com

On Monday, real-time satellite-generated images demonstrated high concentrations of atmospheric carbon monoxide over the states of Acre, Rondonia, Mato Grosso and Mato Grosso do Sul. As a result, air currents heavy with smoke have been heading towards the south of Brazil. Many inhabitants of the northern States have posted their pleas for help on social media, complaining of breathing difficulties and distress.

Recently, the director of INPE, the Brazilian National Institute of Space Research, was sacked for releasing an analysis of satellite-generated images indicating a dramatic rise in deforestation (an alarming 88% in comparison to the previous year) during the first few months of Jair Bolsonaro’s presidency. Bolsonaro, Brazil’s newly elected President, is a far-right politician with autocratic tendencies. Many believe he has encouraged a “free-for-all” when it comes to deforestation. He has previously stated that forest reserves and protected lands for the indigenous impede development.

Even though experts deem INPE’s monitoring systems to be among the best in the world, Bolsonaro has insinuated that its data has been tampered with and influenced by NGOs.

Brazil’s President has made it clear to the international community his position on the issue: the Amazon belongs to Brazil and no one else. In the past few days, Norway has followed Germany and has halted millions in donations to the Brazilian government’s Amazon Fund. A consequence of the increasing deforestation that has taken place after Bolsonaro took office as well as the scathing remarks made by the President, indicating that European countries should “take care of themselves”.

The Amazon is one of the most abundant natural conglomerations of forests on planet Earth and is considered crucial in the fight against global warming. This is due to the fact that it’s one of the world’s most important carbon banks, collecting fossil fuel emissions from the atmosphere. Evaporation of water in the region is also the primary source of precipitation over Brazil and other South American countries.

It is also home to approximately 20% of the planet’s plant and animal species.

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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