Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Passaporte da Vacina Obrigatório

Passaporte da Vacina: Barroso determina obrigatoriedade de passaporte da vacina

Por Redação/ Brasil de Fato

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na tarde deste sábado (11), a obrigatoriedade da apresentação do passaporte da vacina para todos os viajantes que venham para o Brasil.
A decisão significa uma derrota para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que, além de se recusar a tomar a vacina, tem criticado a apresentação do passaporte vacinal nos aeroportos. Para combater o coronavírus, o governo federal determinou a quarentena de cinco dias para viajantes.
No texto de sua decisão, Barroso explica que a quarentena é insuficiente, “pois cria uma situação de absoluto descontrole e de consequente ineficácia da norma”. Ainda de acordo com o magistrado, a decisão do STF se faz urgente, posto que se avizinham as festividades de final de ano, quando o turismo se acentua e o Brasil poderia ser um destino fácil de turistas antivacina.
A decisão de Barroso se deu no âmbito de uma petição da Rede Sustentabilidade. Na ação, o partido pede que as medidas recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sejam respeitadas.
“O ingresso de milhares de viajantes ao país, a aproximação das festas de fim de ano, de eventos pré-carnaval e do próprio carnaval, aptos a atrair grande quantitativo de turistas, e ameaça de se promover turismo antivacina, dada a imprecisão das normas que exigem comprovação, configuram inequívoco risco iminente, que autoriza o deferimento de cautelar”, determinou Barroso.

[smartslider3 slider=”38″] [smartslider3 slider=43]

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados como *

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

PARCERIAS

REVISTA

CONTATO

logo xapuri

posts relacionados