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Diálogo sobre o 7 (com uma cabeça Vazia)

Diálogo sobre o 7 (com uma cabeça Vazia)

Por Padre Joacir d`Abadia

Para uns o número 7 representa a perfeição, o completo, a totalidade. É um número que entrelaça fortemente a cultura de vários povos, sendo numas de uma forma mística e noutras como superstição.  De que maneira você entende o número “sete”, de forma supersticiosa ou de forma mística? Vejamos a implicação deste número cardinal em nossas vidas.

O sete (7, em algarismo arábico e VII em algarismo romano) é o número natural que segue o seis e precede o oito. É o quarto número primo. Um polígono de 7 lados recebe o nome de heptágono.

Para quem gosta de mentir, é o número dos mentirosos.

Para a doutrina Cristã pode se referir aos 7 sacramentos, aos pecados capitais, aos dons do Espírito Santo, às virtudes teologais e cardeais, as dores de Maria, às trombetas, às pragas do Egito, aos livros sapienciais e poéticos, às Igrejas da Ásia.

“Na família do rico composta por seis irmãos (ele mais cinco), faltava aquele que a tornaria completa; Lázaro __ Deus ajuda__ é esta ajuda necessária para completar o imperfeito. Lázaro dava-lhe a p

Nos Lázaros jogados à nossa porta, Deus se revela faminto, sedento, sem roupa, encarcerado, doente. Acolhendo-os, o abismo intransponível se desfaz, e pode-se passar para a feliz eternidade, pois nada nos impede. A ajuda de Deus é-nos oferecida sempre, portanto, Lázaro é o sétimo irmão que não pode faltar” (Mensagem de WhatsApp).

Também pode representar cultura: os anões, os monstrinhos, as maravilhas do mundo antigo, as maravilhas do mundo, as cores do arco-íris.

Para os supersticiosos ainda se fala nas 7 vidas do gato. E, para incluir a cultura, temos as 7 artes.

Em 1911, Ricciotto Canudo estabeleceu o “Manifesto das Sete Artes”, que seria publicado apenas em 1923, e, nele listou, pela primeira vez, o Cinema como a “sétima arte”. Antecedendo-o há a Música, a Pintura, a Escultura, a Arquitetura, a Literatura e a Dança.

Portanto, darei, pois, 7 pistas de frases que podem tão facilmente ser proferidas por nossos lábios ou escutadas pelos nossos ouvidos. São frases que representam um Diálogo com uma cabeça Vazia. Falamos ou escutamos tantas coisas sem sentido. Eis, todavia, uma reflexão vazia em 7 pontos:

1) Muito vaga esta crítica;

2) Coloco reflexões filosóficas;

3) Não sei que tipo de reflexão será ofensiva;

4) Pode remover como removeu dos outros grupos;

5) Não gosto de pensar como todos pensam;

6) Isso é o que não faz o Brasil desenvolver;

7) Ficar neste mundo como se fosse ator de ideias de manobras, não tem sentido: sou original.

Embora tenhamos uma só vida, em meio à tantas possibilidades de vivências, errar ou arriscar, ir ou ficar devia ser bem mais fácil. Pois dos “sete” que conheço a repetição bíblica nos encoraja na misericórdia diante da falha para com o irmão: 70 vezes 7 é a multiplicação do perdão, da misericórdia infinita com o erro humano.

O número “sete” tão bem usado não pode servir de azar, todavia se de tudo o fizermos, relembro a você, a semana tem 7 dias para o erro consertar. Quem nunca pintou o “sete”? Ou já teve uma ideia supersticiosa ou de forma mística em relação ao “sete”? Porém, para concluir eu vos advirto: Não se esqueça: você não tem sete vidas. Viva a bondade de sua vida em meio a sua cultura.

Curta a Página @Padre Joacir d’Abadia – Filósofo especialista em Ensino Universitário, autor, dentre outros, do livro que fala sobre Depressão “A Incógnita de Cully Woskhin” (Palavra e Prece, 2018).

https://xapuri.info/cristiane-pereira-militancia-luta-movimentos-sociais/

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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