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FRANÇA INSUBMISSA: INSPIRAÇÃO PARA O BRASIL

FRANÇA INSUBMISSA: INSPIRAÇÃO PARA O BRASIL

França Insubmissa: Lula diz que vitória da aliança de esquerda na França é inspiração para o Brasil

Uma aliança de esquerda, a Nova Frente Popular, venceu as eleições parlamentares na França neste domingo, 7 de julho de 2024.  Em suas redes sociais, o celebrou os resultados desta França insubmissa, como uma “inspiração para o , conforme retratou o Brasil  247

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a demonstração de “grandeza e maturidade” das forças políticas da França, que se uniram contra o extremismo nas eleições legislativas. Segundo Lula, esse resultado reforça a importância do diálogo entre os segmentos progressistas na defesa da democracia e da justiça social, servindo como uma inspiração para a América do Sul.

“Fiquei muito feliz com a demonstração de grandeza e maturidade das forças políticas da França que se uniram contra o extremismo nas eleições legislativas de hoje. Esse resultado, assim como a vitória do partido trabalhista no Reino Unido, reforça a importância do diálogo entre os segmentos progressistas em defesa da democracia e da justiça social. Devem servir de inspiração para a América do Sul”, escreveu Lula em sua postagem.

 

FRANÇA INSUBMISSA: INSPIRAÇÃO PARA O BRASIL
Imagem Ilustrativa: Pedro Ronchi, no X

Para o  247, a vitória da Nova Frente Popular na França é vista como um marco importante no cenário político europeu, evidenciando a força das coalizões progressistas frente ao avanço do extremismo. O presidente Lula destacou que a união dessas forças políticas serve de exemplo para outras nações, especialmente na América do Sul, onde o diálogo entre diferentes segmentos progressistas é crucial para a manutenção da democracia e da justiça social.

Da mesma forma,  no contexto sul-americano, o 247 afirma que a mensagem de Lula é particularmente relevante. Diversos países da região enfrentam desafios semelhantes, com a ascensão de movimentos extremistas e a necessidade de união entre as forças progressistas para defender os valores democráticos. A inspiração vinda da França e do Reino Unido reforça a ideia de que a cooperação e o diálogo são caminhos essenciais para superar os obstáculos e promover uma sociedade mais justa e inclusiva.

“A mensagem de Lula reflete um desejo de fortalecer a solidariedade entre as nações progressistas e promover um ambiente político onde a justiça social e a democracia prevaleçam. Essa postura pode influenciar positivamente os movimentos políticos na América do Sul, incentivando uma maior colaboração e resistência contra o extremismo”, afirma o blog.

Em matéria de Filipe Barini/ O Globo  deste domingo, 7 de julho, o jornal O Globo faz um resumo do resultado das eleições parlamentares na França: 

O bloco de esquerda Nova Frente Popular se consolidou como o maior do Parlamento da França, após os resultados do segundo turno das eleições legislativas, realizado neste domingo. A extrema direita liderada pelo Reagrupamento Nacional (RN), de Marine Le Pen e Jordan Bardella, ficou em terceiro lugar, atrás do bloco do presidente Emmanuel Macron. Os franceses votaram de maneira contundente: a participação foi de 67%, a mais alta registrada durante um segundo turno em mais de 40 anos e ligeiramente maior do que no primeiro turno. Logo após o anúncio dos resultados, o primeiro ministro, Gabriel Attal, renunciou ao cargo.

Segundo os números do Ministério do Interior, a Nova Frente Popular deve terá 182 cadeiras na Assembleia Nacional, enquanto a aliança Juntos, de Emmanuel Macron, terá 168 cadeiras. O Reagrupamento Nacional, que esperava ter a maioria absoluta após o bom desempenho no primeiro turno, terá 143— o número inclui membros do partido Republicanos que seguiram o pedido do contestado presidente da sigla, Eric Ciotti, para unirem forças com a extrema direita. O partido, por si só, terá 45 cadeiras. Outras siglas somam 39 assentos.

— Saúdo a todos que aceitaram ser candidatos e retirar suas candidaturas e se mobilizaram porta a porta para conseguir arrancar um resultado que parecia ser impossível. Essa noite o Reagrupamento Nacional está longe de ter a maioria absoluta, é um imenso alívio — afirmou, em discurso, Jean-Luc Mélenchon, do partido A França Insubmissa, que integra a coalizão de esquerda.

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Jean Luc Melenchon – Foto: Divulgação/Internet

Resultados da eleição legislativa na França — Foto: Editoria de Arte
Resultados da eleição legislativa na França — Foto: Editoria de Arte
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Torre Eiffel – Vermelhou! Foto: Divulgação/Facebook

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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