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Gratidão, povo da Bolívia, pela Esperança dada ao mundo!

Gratidão, povo da Bolívia, pela Esperança dada ao mundo!

O povo campesino da Bolívia, mostra sua força ao derrotar o golpe de Estado. Marconi Burum, comemora e agradece a vitória da esperança sobre a oligarquia estrangeira.

Sim! Como uma Esperança… Uma luz no começo do túnel, nessa luta por um novo paradigma civilizatório geopolítico de decolonização, direitos e oportunidades a todas e todos, a VITÓRIA do partido “Movimento ao Socialismo”, o MAS, na Bolívia, que eleva à Presidência do País um aliado de Evo Morales, este último que sofreu um golpe de Estado[1] ano passado (2019), em cuja oligarquia sequestrada mental e economicamente pelo capital estrangeiro e pelo egoísmo de castas podres da herança colonial europeia, resolvera raptar do cargo um homem digno, um representante da ancestralidade indígena que havia, naquele momento, sido eleito democraticamente para uma etapa de sua mobilização de caminho revolucionário em seu país.

A vitória de Luis Arce (neste último domingo, 18) é aquele típico “jogo de 6 pontos”, cujo o time não apenas leva para casa os 3 pontos do campeonato, mas tira do adversário direto ao título os 3 pontos que lhes eram concorrência direta.

Isto é, não é apenas um “novo” presidente que primará pela continuidade de o Novo Constitucionalismo[2] Achado Nas Aldeias (o Bem-Viver), a garantia da Democracia e a efetividade da Cidadania, no entanto, o esforço pela Justiça de Transição[3], expurgando mais uma vez uma oligarquia subserviente aos interesses estadunidenses[4] e que poderia perfeitamente “teimar” em durar (maltratar os povos vulnerabilizados da Bolívia) por mais uma, duas, três décadas. (O sangue jorrou, mas estancado está por algum período que, torcemos, seja ao menos de uns cinco séculos para frente.)

Também não é a vitória da democracia apenas, mas a derrota de um projeto colonial que tenta ressuscitar institucionalmente o tempo todo, em cada discreta temporada (no “campeonato” civilizatório). É a vitória dos espoliados, os indígenas, os camponeses, os trabalhadores e as trabalhadoras amontoados nas favelas e periferias do País. É a vitória do povo, de fato!

Viva a Bolívia! Viva o Povo Boliviano!

… e muito obrigado pelo recado de Esperança dado aos espoliados do mundo, Bolívia!

[1] A Bolívia é hoje comandada por Jenine Áñez, que, com o apoio da alta cúpula militar e burguesa do país, se autoproclama presidenta interina. 

Lembrando que “essa gente”, logo que tomou o poder, ordenou às forças policiais um massacre que assassinou, com vistas a reprimir e desmobilizar os protestos, diversos apoiadores do ex-presidente Evo Morales, entre os quais, indígenas que não aceitaram o Golpe.

[2] Pesquise, quando puder, sobre as Constituições do Equador e da Bolívia. Estes povos souberam revolucionar uma nova geração de direitos fundamentais em cujos pilares fundantes de seus Estados abarcaram o elemento “Bem-viver”, semântica dos povos originários para os quais uma tríplice harmonia deve reger a vida, a existência e a “ordem” sistêmica, qual seja, i) Harmonia Eu-Eu; ii) Harmonia Eu-Outro; e iii) Harmonia Eu-Natureza. Todos o direitos e as políticas, portanto, precisam ter como base estes referentes, antes de principiológicos, programáticos.

[3] Que, em síntese, significa o caminhar da Justiça após os livramentos possíveis da tutela colonial, do domínio das ditaduras e estados de exceção, e de todos os ciclos históricos de hegemonias autoritárias segregadoras e espoliadoras dos povos (em cada espaço-tempo de cada gente).

[4] Lembrando que o Golpe de 19 na Bolívia, além de outros, foi fortemente patrocinado por Elon Musk, magnata da tecnologia, cujo interesse direto é em uma das riquezas naturais da Bolívia, o lítio, matéria prima excedente naquele País e que é fundamental para a produção de baterias usadas em todo tipo de equipamento hoje em dia. 

A manutenção dos bilhões de dólares deste ser imundo que invade com seu poder-capital outras nações (comprando os golpistas), depende deste e outros minérios do “Triângulo do Lítio” (Chile, Argentina e, principalmente, Bolívia.)

Musk chegou a escrever em sua conta no twitter: “Vamos dar golpe em quem quisermos! Lide com isso”. 

Os EUA, nos bastidores operaram para o Golpe a fim de manter seus interesses econômicos. E a OEA, mais uma vez preferiu chancelar a postura estadunidense que intervir no contra-golpe. 

 

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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