Guilherme Lopes, o doutor mais jovem do Brasil
O doutor mais jovem do Brasil é filho de um pedreiro e uma costureira.
Meritocracia não, políticas públicas
Guilherme foi um dos beneficiados por uma série de políticas públicas de democratização do acesso aos estudos. Sua história reafirma a necessidade do fortalecimento das ações afirmativas como instrumentos de saneamento de desigualdades históricas.
Uma dessas ações é a Lei de Cotas, sancionada pelo governo federal em 2012, que desde então tem provocado uma mudança no perfil dos estudantes de institutos federais e universitários.
A Iniciativa deu um passo para a equidade racial e inclusão pública, ao reservar 50% das vagas para alunos vindos de escolas públicas, negras e indígenas.
O número de alunos negros praticamente dobrou nos últimos 10 anos de acordo com dados da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Seppir, a medida já ofertou por volta de 150 mil vagas para negros até 2015.
“Em três anos a Lei de Cotas nas Universidades provou ser um instrumento eficaz para reduzir as desigualdades existentes na sociedade. A medida permitiu o ingresso no ensino superior de jovens que normalmente não teriam essa chance”, explicou a ex-ministra da Seppir Nilma Lino Gomes em matéria do Geledés.
Porém ainda há um longo caminho a percorrer a igualdade, segundo o IBGE a dificuldade de acesso dos negros à educação ainda está defasada. No tempo em que deveriam estar matriculados em universidades, 53,2% dos negros ainda estão no ensino fundamental ou médio, ante 29,1% de brancos.










