CONHEÇA OS LUGARES MAIS “MAL-ASSOMBRADOS” DO BRASIL
Você sabe quais são os dez lugares mais “mal-assombrados” do Brasil? Quem passa, nem nota, mas esses lugares têm um passado macabro
Por Fábio Marton e Tatiana Bandeira – aventurasnahistoria
Às vezes tropeçamos no lado assombroso da História. Nada de lenda urbana ou diz-que-diz: estes são locais do Brasil com um passado fantasmagórico real.
10. Cachoeira da Serra dos Dois Irmãos (AL)

Este é um caso célebre: foi o local onde Zumbi dos Palmares, após ser traído, foi emboscado e morto, com sua cabeça cortada e salgada para servir de prova. Nas pedras da cachoeira, é possível ver faces humanas deformadas assustadoras. Muita gente jurou de pés juntos ter ouvido tiros e gritos por lá. Seria só adequado: “zumbi” quer dizer algo como “fantasma” em bantu (e, sim, isso tem a ver com os zumbis do cinema, que vieram do folclore haitiano).
9. Castelinho do Flamengo – Rio de Janeiro (RJ)

Na capital carioca fica o prédio onde atualmente funciona o Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho. Ali, uma tragédia marcou a família Feu Fernandes. Uma das filhas do casal, aos 10 anos, assistiu aos pais serem atropelados por um bonde. Tutelada pelo advogado da família, que a prendeu no castelinho, um dia a pequena Maria de Lourdes se jogou pela janela. Rendeu lendas de ranger de madeira no local, de barulho de descer e subir de escadas e o fantasminha não muito camarada passeando pelo local.
8. Vale do Anhangabaú e Viaduto do Chá – São Paulo (SP)

O vale já nasceu meio maldito, pois Anhangabaú significaria “rio do Diabo” em tupi. Vários índios morriam por tomar banho e beber das águas do rio que corria no local por volta do século XVII (e hoje está canalizado). Já o Viaduto do Chá, próximo dali, ficou conhecido como “suicidório municipal” por muito tempo, já que o local era escolhido com frequência por pessoas que queriam tirar suas vidas.
7. Casarão de Ana Jansen – São Luís (MA)

Entre 1793 e 1869, viveu uma mulher poderosa chamada Ana Jansen. Pobre na infância, adulta Ana casou-se com um dos homens mais ricos da cidade. Depois da morte do marido, ficou conhecida como a “Rainha do Maranhão” – o que, na época, significava reinar sobre muitos escravos.
Era extremamente cruel com sua propriedade, deixando-os morrer à míngua pelas menores ofensas. Eles eram pendurados de cabeça num poço da fazenda – no fundo do qual jaziam os restos de seus azarados antecessores, até 100 deles. A fama de demoníaca é tamanha que a lenda é que até hoje ela anda pelas ruas numa carruagem maldita.
6. Edifício Martinelli – São Paulo (SP)

O primeiro arranha-céus de São Paulo, que já passou por fases decadentes sobre as quais ninguém pode dizer o que aconteceu, é famoso por assombrações, ruídos de gente trabalhando quando não há (ou devia haver) mais ninguém. Ele tem no mínimo duas histórias para bancar sua fama.
Em 1947, o garoto judeu Davi foi morto e jogado no poço do elevador por um assassino apelidado de Meia-Noite, que confessou o crime. Outro assassinato brutal, bem-documentado, aconteceu em 1960, quando cinco bandidos estupraram e mataram a menor Márcia Tereza em um dos prédios.
5. Castelinho da Rua Apa – São Paulo (SP)

A chacina de uma família em maio de 1937, da mãe e seus dois filhos, na exótica construção, até hoje instiga o imaginário de quem passa próximo do Minhocão, no centro capital paulista. A tese principal é que os dois estavam brigando, apontando revólveres um para o outro, e a mãe tentou apartar, com todo mundo morrendo. Mas alguns peritos levantaram suspeitas que a trajetória das balas indica triplo homicídio. Pelas leis da época, sem herdeiros diretos, o castelinho passou para o governo.
Tornou-se ruína abandonada até que, reformado, passou a abrigar a ONG Clube das Mães do Brasil. Boa sorte para elas!
4. Praça Jornal do Comércio – Rio de Janeiro (RJ)

É difícil não notar a ruína arqueológica no meio da praça – o Cais do Valongo, Patrimônio Mundial da Humanidade, que hoje parece uma modesta escadinha de pedras que vai dar num gramado. Ali já foi a costa, antes do aterro jogá-la para longe. Era o maior porto de entrada de escravos da América, até 1 milhão deles chegando por ali.
Isto é, um milhão vivos. O que o torna fantasmagórico não são apenas as vidas destruídas que aportaram lá, mas as que já estavam além da possibilidade de uso – navios negreiros eram infamemente letais e aqueles que morriam ao chegar da viagem (durante a viagem, eram jogados ao mar) eram enterrados ali mesmo.
3. Ilhabela (SP)

Quase inteiramente preservada, a ilha é um dos pontos favoritos para turistas ecológicos ou de aventura. O que pouca gente sabe é que, naquelas praias, ainda jazem centenas de infelizes trazidos pelas correntes. Com suas costas traiçoeiras, Ilhabela é o maior cemitério de navios (e náufragos) do Brasil, com mais de 100 naufrágios.
O local mais fúnebre é a quase inacessível Ponta do Boi, no extremo sul da ilha. Lá afundou o Príncipe de Astúrias, em 1916, o pior naufrágio de nossa história, com até 477 mortos oficiais, e mais talvez até 800 clandestinos (cerca de 300 a menos que o Titanic). Mortos que foram, ao longo de dias, parar nas partes habitadas (e visitadas) da ilha.
2. Policlínica Militar – Niterói (RJ)

Não há memorial nem nada. É uma história que foi basicamente apagada – no lugar há hoje uma clínica militar. Em 17 de dezembro de 1961, instalado na Praça do Expedicionário, o Gran Circo Norte-Americano recebia mais de 3 mil visitantes. No panfleto convocando o respeitável público, anunciaram orgulhosamente terem uma tenda do mais moderno material — nylon. Coberto por parafina, o combustível das velas, para impermeabilizar.
O espetáculo foi interrompido por Adílson Marcelino Alves, o “Dequinha”, que havia sido demitido do circo. Ele chamou alguns comparsas, jogou gasolina num pedaço da lona e ateou fogo. 503 pessoas, a maioria crianças, seriam encontradas carbonizadas entre as cadeiras do campo aberto que surgiu após a queima total do circo. Foi o pior desastre circense da história mundial.
1. Praça da Bandeira – São Paulo (SP)

O edifício amarelo na imagem à direita é o Edifício Praça da Bandeira – nome escolhido para ocultar seu infame nome de batismo, Edifício Joelma. Nem todo mundo sabe, mas ele ainda existe, reinaugurado em 1978, após ser atingido pelo pior incêndio em arranha-céus da História, se você desconsiderar o 11 de setembro. As pessoas morreram, mas a estrutura resistiu firme.
Em fevereiro de 1974, o incidente deixou 198 mortos, mais de 300 feridos e uma aura de mistério que perdura até hoje. Durante o incêndio, 13 pessoas tentaram escapar por um dos elevadores, mas ele acabou travando entre andares em chamas, sem a porta se abrir. Foram cozidos vivos, seus corpos se fundindo numa massa horrenda e se tornando totalmente irreconhecíveis. Enterradas numa sepultura coletiva, essas pessoas ficaram conhecidas como as 13 Almas do Joelma, a quem se atribuem milagres.
A maldição do Joelma vem de cedo. Na década de 1940 viveu ali um famoso professor com a mãe e duas irmãs. Ele assassinou as três mulheres em 1948 e atirou os corpos em um poço no terreno onde mais tarde seria construído o Joelma, se matando a seguir.
Apesar das inúmeras — e óbvias — histórias de assombração no local, se você quiser alugar uma sala, vá em frente. Ele nunca mais ficou totalmente ocupado. Hoje é perfeitamente seguro contra incêndios. Quanto a aparições… fica a mercê da experiência pessoal.
Fonte:
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SERÁ O MAPINGUARI, A CRIATURA MÍTICA DA AMAZÔNIA?
Quando pensamos em uma preguiça hoje, nos vem à mente a imagem de um bicho tranquilo, parecido com um macaco e que vive no topo das árvores.
Da Revista Nossa Terra
Mas há aproximadamente 12 mil anos, as preguiças que perambularam pela Amazônia eram gigantes – algumas chegavam a ter o tamanho de um elefante – andavam pelo chão e possuíam uma garra a mais que as preguiças atuais.
Esses animais pesavam cerca de cinco toneladas e podiam atingir até seis metros de altura. Tinham o corpo recoberto de pelos e caminhavam lentamente apoiando-se sobre os lados dos pés e das mãos.
A maioria das preguiças gigantes alimentava-se de gramíneas e folhas; outras usavam a cauda robusta e musculosa, além dos pés, para formar um tripé e assim alcançar os ramos e brotos mais altos das árvores.
O primeiro esqueleto de preguiça gigante foi encontrado em 1787, na cidade argentina de Luján. Diante do tamanho dos ossos, enviados ao Museu Real Gabinete de História Natural de Madri, os espanhóis concluíram que se tratava de um elefante sul-americano.
Mais tarde, porém, o anatomista francês Georges Cuvier, diretor do Museu de História Natural de Paris, identificou o esqueleto como sendo de uma preguiça, que recebeu o nome de Megatherium americanum (grande animal selvagem americano).
Estudam comprovam que as preguiças gigantes eram relativamente comuns no Acre. Seus fósseis são conhecidos do Alto Juruá e muitos podem ser vistos no Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da UFAC, em Rio Branco.
Tudo indica que esses animais, assim como os dinossauros, foram extintos. Mas pelo menos uma teoria levanta dúvidas sobre isso: a de que o Mapinguari, figura lendária que atemoriza os moradores da floresta, é na verdade uma preguiça gigante.
A explicação é sustentada por David Oren, ex-diretor de pesquisa do Instituto Goeldi, em Belém. Para ele, a lenda do Mapinguari surgiu do contato que os humanos tiveram com os últimos representantes da espécie das preguiças gigantes. o Mapinguari
O biólogo americano fez algumas expedições à procura do animal, mas como não conseguiu encontrá-lo, acabou desistindo de provar sua existência.
Fonte: Nossa Terra: uma viagem às origens da vida. Fundação de Cultura Elias Mansur – FEM. Biblioteca da Floresta, 2010. Capa: Reprodução Internet.
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Respostas de 4
A lenda do Castelinho da Rua Apa foi um caso real! Lembro do dia que passou a notícia no jornal A Gazeta no dia 12 de maio de 1937… Eu, que tinha 11 anos nessa época, e minha irmã mais nova, que tinha 9 anos nessa época, lemos as notícias, mas as fotos dos corpos tamparam pq não era coisa de criança ver nesse tempo aí. Já a do Castelinho do Flamengo, a história da mineira Maria de Lourdes Feu Fernandes só conheci melhor a história disso nos anos 1950, mas já sabia de algumas coisas da Maria de Lourdes na década de 1930
A mais antiga que tive conhecimento através de meios de comunicação, como jornal, foi a do Castelinho da Rua Apa, mas sem ver as fotos dos corpos, só vi as fotos dos corpos das vítimas no jornal em 1939, já com 13 anos. Tenho quase 100 anos(tenho 99 anos de idade, sobrevivente do tempo).
Extraordinário! Gratidão por compartilhar!
Vc é dona do site?
Então não é lenda, é história social. Gratidão pela mensagem!