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Marina Silva declara apoio a Haddad em São Paulo

Marina Silva declara apoio a Haddad em São Paulo: “Reúne as condições de ser vitorioso”

O partido Rede Sustentabilidade oficializou, neste sábado (11), o apoio à pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. A ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva participou de evento na capital paulista ao lado do petista…

Por Paulo Motoryn/via Brasil de Fato

De acordo com Marina, a decisão tomada pela Rede foi construída em um “consenso progressivo”: “O processo é tão importante quanto o resultado.[…] E foi assim que a decisão da Rede em apoio ao Fernando Haddad foi tomada por unanimidade”.
“Quando a democracia está ameaçada os polos se invertem. Temos que encontrar aqueles que reunem as melhores condições para tornar vitorioso um programa da sociedade nas suas mais diferentes formações e atores, do ponto de vista dos trabalhadores, das mulheres, das juventudes, dos empresários, de todos os segmentos”, afirmou a ex-ministra.
Filiada ao PT por mais de três décadas, Marina Silva deixou o partido em 2009, em saída conturbada. As divergências cresceram nas eleições presidenciais de 2010 e 2014, quando ela disputou contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). No segundo turno de 2018, declarou apoio a Haddad contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), mas seguiu distante do ex-partido.
Em maio, Marina Silva não foi ao evento em Brasília, em maio, que sacramentou o apoio da Rede ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste sábado, afirmou que demonstração de apoio a Haddad se deve a um “encontro programático”. Ela não citou Lula em seu discurso neste sábado, mas já chegou a dar sinalizações ao ex-mandatário nas últimas semanas.
“O meu esforço é para que esse projeto seja vitorioso para começarmos a construir aqui em São Paulo um Brasil economicamente próspero, socialmente justo, politicamente democrático, culturalmente diverso e ambientalmente sustentável”, declarou.
A ex-ministra do Meio Ambiente disse que São Paulo é um estado afetado pela destruição da Amazônia: “Aqui, sem a Amazônia, teremos graves problemas de segurança hídrica, de produção agrícola e industrial. São Paulo pode ajudar no combate às mudanças climáticas, na nova economia, em um novo ciclo de prosperidade com sustentabilidade”.
Marina Silva ainda teceu duras críticas ao governo Bolsonaro e a seu. Estamos no fundo do poço. Podemos ver que o “posto Ipiranga” não tem uma gota de juízo e nem de competência para pilotar a crise econômica que estamos vivendo! São Paulo talvez tenha as melhores possibilidades para ajudar a alavancar o Brasil Sustentável.
Em seu discurso, Haddad disse que tem uma sintonia muito grandes com as propostas apresentadas pela Rede: “Ouvi as palavras de líderes da Rede como música, pois são as palavras que a gente procura propagar ao longo da nossa trajetória política. Essa sintonia tem que estar no plano de governo e, principalmente, na execução desse plano de governo. Nós vamos ter que entregar um conjunto de realização que apontem um futuro promissor da nossa gente”.
“São 620 mil famílias na extrema pobreza na cidade de São Paulo. São 40 mil pessoas em situação de rua apenas na cidade de São Paulo. É um grande problemas, mas estamos montando um time extraordinário, em termos de militância, de qualidade técnica e capacidade de síntese. Esse conjunto de pessoas vai produzir no estado de São Paulo vai mostrar que é possível mudar para melhor. Há muita gente brilhante que quer participar do governo e vai ressignificar a participação do poder público no estado”, declarou o pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes.
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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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