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Vem aí as memórias de Zé Dirceu!

Vem aí as memórias de Zé Dirceu!

Imprescindíveis. Escritas na prisão, as memórias do militante José Dirceu de Oliveira e Silva, uma das mentes mais lúcidas e brilhantes já surgidas em terras tupiniquins, são absolutamente imprescindíveis para a compreensão da nossa história contemporânea, da luta renhida conta a ditatura militar à inimaginável e extraordinária eleição de um operário para a presidência do Brasil.

Como não podia deixar de ser, Zé Dirceu constrói em livro um registro da memória coletiva do movimento social brasileiro e do “seu” PT, e o dedica à militância, a quem é de luta, e a Lula. Zé Dirceu, esse bravo realizador de sonhos segue, valente e amorosamente, formando consciências, fomentando conquistas, e, mais do que tudo, contra vento e maré, contra processos, condenações e prisões injustas, apostando na esperança.

É disso, portanto, que trata o  Zé Dirceu Memórias – Volume  I: das lições de vida de um ser humano que em tudo o que fez e faz se doou e se doa por  inteiro para, pelo desvendar dos mais íntimos e fantásticos recôncavos de sua fabulosa trajetória, por seu  exemplo de correção, compromisso e lealdade manter, em cada qual de nós, acesa a chama da coragem para seguir lutando  por um mundo melhor para as gerações presentes e futuras.

Pronto: Zé Dirceu fez a parte dele, abriu seu coração, sua história de lutas, sua incrível  participação na vida política brasileira (tem gente que deve estar de cabelo em pé), nos deu o melhor de si. Agora, é tempo de retribuir.  É hora de comprar o livro, ler o livro, multiplicar o conteúdo do livro. É chegado o momento de defender o legado de Zé de Dirceu e de tudo que esse legado representa para o Brasil e para o mundo.

Ze Dirceu braço erguido

 
ZÉ DIRCEU MEMÓRIAS – VOLUME I
O texto que se segue foi publicado no BLOG DO ZÉ DIRCEU: Muitos escreveram sobre José Dirceu, com mais erros do que acertos. Com tempo, na prisão, ele mesmo escreveu a fascinante história de sua vida. Os bastidores inéditos de sua militância estudantil nos anos 1960, o exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a cirurgia plástica que mudou seu rosto, a vida clandestina no Brasil nos anos 1970, a volta à legalidade com a anistia, em 1979, e sua ascensão no Partido dos Trabalhadores, onde se tornou presidente e maior responsável pela eleição de Lula à presidência da República. Pela primeira vez ele revela segredos dos bastidores da luta política dentro do PT e do próprio governo, onde foi chefe da Casa Civil e provável sucessor de Lula, até ser abatido pelas denúncias do chamado “Mensalão”.  No primeiro volume de suas “Memórias” – outro virá, com novas revelações – ele expõe o que jamais foi dito sobre sua vida e sobre os principais líderes da política brasileira nos últimos 50 anos.  Um livro imprescindível para se entender como foi a luta contra a ditadura miliar, a redemocratização, a derrubada do presidente Fernando Collor, a oposição aos governos de Fernando Henrique Cardoso, a eleição de Lula e Dilma e o atual momento político do país.
 
Lula e ZD niver
 
 
UM LIVRO DEDICADO AO LULA, À MILITÂNCIA, A QUEM É DE LUTA

Meus companheiros e minhas companheiras, militantes da luta social, da luta política, do meu PT, dos partidos de esquerda, dos movimentos, da CUT, do MST, da CONTAG, do Povo Sem Medo, da Frente Brasil Popular, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto:

Estou lançando as minhas memórias, que escrevi durantes os anos de prisão, injusta. Relembro e rememoro nossas lutas, parte de nossas vidas, da construção do PT, da luta conta a Ditadura, das Diretas, do Impeachment,  e relembro também meus anos em Cuba, meus anos na clandestinidade e toda a luta que fizemos por um Brasil melhor, para levar Lula à Presidência.

Faço uma reflexão sobre nossas vitórias, que foram muitas, mas também sobre nossas derrotas. Paro em 2006, quando fui cassado e processado na Ação Penal 470. Escreverei um segundo volume.

A vocês dedico este livro: à militância. Àqueles que lutaram e conquistaram no Brasil um avanço extraordinário histórico, que foi a eleição de Lula. Minhas memórias também são uma homenagem a Lula, preso injustamente, condenado num processo sumário, político, de exceção, mas que tem o apoio do povo brasileiro, que o quer como presidente.

Este livro, espero, que todos vocês leiam, divulguem, me apoiem e me ajudem, porque é uma forma de eu me defender, é uma forma de eu defender o legado de Lula, o legado do PT, e principalmente legado dos democratas, dos patriotas, dos nacionalistas, dos socialistas, de todos aqueles que conosco lutaram por um Brasil melhor.

Um grande abraço.”

Zé Dirceu Memórias 1Assista o vídeo do Zé Dirceu:

Para promover o livro, Zé Dirceu lançou um vídeo de divulgação. Assista:

 

Oficialmente, o livro será lançado em agosto,  pela Editora Geração,  mas a pré-venda já está disponível aqui.

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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