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Minas Gerais: Saúde e Natureza no Circuito das Águas

Minas Gerais: Saúde e Natureza no Circuito das Águas

Minas Gerais: Saúde e Natureza no Circuito das Águas

Minas é um dos melhores lugares do Brasil para se viajar de carro. Por todo o estado, há confortáveis acomodações (mesmo nos locais mais simples), comida típica deliciosa e o charme da boa prosa mineira nas pequenas e pacatas cidadezinhas das Gerais.

Por onde começar? Uma boa dica é seguir pelo Circuito das Águas, nos altos da Serra da Mantiqueira, em um roteiro turístico que passa por 10 municípios  (ver mapa) famosos por sua impressionante concentração de estâncias hidrominerais na mesma região geográfica.

Entre as principais cidades do Circuito das Águas estão  Caxambu, Cambuquira. e São Lourenço. Além das termas, todas elas oferecem um ótimo clima de montanha, lindas cachoeiras e bons lugares para acampar.

águas minas mapa

São Lourenço –  Cidade-polo do Circuito das Águas. Com cerca de 430 mil metros de extensão, o parque das águas de São Lourenço é o maior da região. Nele são encontradas sete fontes de água mineral, cada uma com propriedades e sabores próprios. O parque também oferece um spa, onde podem ser tomados deliciosos banhos de espuma e sais minerais, saunas e  ducha escocesa.

São Lourenço www.jornalcruzeiro.com.br

São Lourenço

Caxambu – Em Tupi, Caxambu significa “água que borbulha”. O parque termal de Caxambu é considerado como o que tem a maior quantidade de fontes de águas carbogasosas em um local concentrado na região. O parque oferece 12 fontes de águas, lago com pedalinho e um teleférico que leva a um pico com uma vista incrível.

 

Caxambu

Cambuquira – O parque das águas de Cambuquira contém seis fontes com propriedades diferentes (ferruginosa, alcalina, magnesiana, sulfurosa, gasosa e com lítio), cada uma delas indicada para curar condições diferentes, como obesidade, doenças reumáticas e até depressão. Todos os dias os moradores da cidade vão ao parque com suas garrafas para levar a água curativa para suas casas.

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Obs.: publicado originalmente em 16 de ago de 2016 


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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