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O Luzeiro amigável do cair ou do desabar!

O Luzeiro amigável do cair ou do desabar!

Por: Padre Joacir S. D´Abadia –

Reconstruir uma vez mais as fáticas conjunturas deste saber insano revela a nostalgia de um dia nada tão cruel. Um dia em que a história lhe terá como companhia, uma sombria frouxidão cactuária do despertar do verdadeiro sentido da palavra “cair”, tão amigavelmente ajustada à sua vizinha “desabar”. Cair ou desabar? Eis o ponto da vida.

Cair fora da briga pode ser tão bom quanto cair da escada e permanecer ileso. Ou, por outro lado, desabar no mundo do choro por ter sido inocente o suficiente para não se atentar ao perigo iminiente, desabando de uma altura vertiginosa, quebrando tão pouco o medo.

Considere, assim, que deu origem ao seu redor um Luzeiro de possibilidades, o inquietante aflorar de seu interesse pelo dia cheio de montanha russa.

Você iria gostar de ser o dono de seu próprio brinquedo, um verdadeiro proprietário dessa rede de diversão. Era como que umg grande supermercado, abarrotado de tudo o que se deseja. Um agrado para quem deixou tudo para cuidar de uma parcela bem considerada em valores e relacionamentos afetivos.

À vida não se paga nada. Até mesmo a passagem dela entre os seus é de graça. Ela é uma grande cuidadora. Cacda um é tratado como valor que lhe é merecido. Nela você perceberá sua grande importância para a sociedade, para o seu trabalho. Você entende que não foi por acaso ter sido escolhido dentre tantas outras vidas, mas você é um eleito. Muito mais importante do que ser necessário para o seu trabalho, para a sociedade, você é importane para você mesmo.

Por isso, busque estar bem com você, com sua história, e logo terá forças suficientes para ser um exímio vivente, com coragem de falar, de se se posicionar sem tédio do mundo, sem acusar as pessoas, sem querer reponsabilizar nada nem ninguém. Você irá se posicinar com delicadeza e inovação porque foi escolhido dentre muitos.

Ela, a vida, refaz a si mesma a cada instante, e quado não rasas as exceções, faz cair aos mortais que desabam em volúpias mundanas. Contudo, não somente eles, antes todoxs os detentores da vida.  Então, num dia histórico, sua vida não conseguirá te roubar de você mesmo! Ela chegará de graça, furtiva, silenciosa; carregada de mistério: o que será que nos guarda a vida antes do cair ou do desabar?

ANOTE AÍ:

Joacir óculos

Padre Joacir S. D´Abadia – Joacir S. d'Abadia

Filósofo. Autor, dentre outros, do mais recente livro “A Incognita de Cully Woskhin. Palavra e Prece. 2018.  Especialista em Docência do Ensino Superior pela Faculdade Mário Shenberg (FMS, 2011), Bacharel em Filosofia pela Faculdade de Ciências da Bahia (FACIBA, BA, 2010); Bacharel em Teologia pelo Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília (SMAB, DF, 2006 e 2010); Licenciando em Filosofia pela Faculdade Católica de Anápolis.

Membro do Conselho de “Pesquisas e Projetos” (UnB ), da “Academia de Letras e Artes do Nordeste Goiano” (ALANEG), da “Casa do Poeta Brasileiro – Seção -GO”, membro do Conselho de Presbíteros, Coordenador da Pastoral da /Diálogo Inter-Religioso e Coordenador dos Padres do Setor IV.

Escreve para os jornais: “Alô Vicentinos” (Formosa-GO) e “Carta de notícias” (Posse-GO). É o fundador do jornal “Ecos da chapada” (Alto Paraíso-GO). Ganhou, em 2011, o Concurso Internacional de Filosofia da “Revista Digital Antorcha Cultural” da Argentina e têm 4 obras publicadas no exterior.

Autor das Poesias:
1) “O Amoramar” (Ed. Sucesso, 2016);
2) “A deusa sem nome” (Ed. Sucesso, 2017).

Autor dos livros:
1) “Opúsculo do conhecer” (Cidadela, 2010);
2) “A caridade e o problema da pobreza na periferia” (Agbook, 2010);
3) “A Igreja do ressuscitado” (Virtual Books, 2010);
4) “Contos de barriga cheia” (Cidadela, 2011);
5) “O eu autor” (B24horas, 2011)
6) “Taffom Érdna: romance com a sabedoria” (Palavra e Prece, 2012);
7) “A Filosofia ao cair da folha” (Cidadela, 2013);
8) �”Riqueza da Humanidade�” (B24horas, 2014);
9) “A Consolação do Sofredor” (Ed. Cidadela, 2016)
10) “A Incógnita de Cully Woskhin” (Editora Palavra e Prece, 2017.

Contato: Whatsapp (61) 9 9931-5433 ou joacirsoares@hotmail.com

 

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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