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O MUSEU DAS MISSÕES

O MUSEU DAS MISSÕES

O Museu das Missões fica localizado dentro do Sítio Histórico São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões (RS), a mais preservada missão jesuítica do Brasil. As ruínas do povoado, fundado no século XVII, foram reconhecidas como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em dezembro de 1983.

Criado em 8 de março de 1940 pelo presidente Getúlio Vargas, o Museu das Missões tem por finalidade “reunir e conservar as obras de arte ou de valor histórico relacionadas com os Sete Povos das Missões Orientais, fundados pela Companhia de Jesus naquela região do país”.

Projetado pelo eminente arquiteto e urbanista Lucio Costa, o Museu das Missões foi, por muito tempo, o único museu dedicado especialmente ao tema “Missões”, sendo que somente anos mais tarde seriam criadas instituições semelhantes na Argentina e no Paraguai.

ACERVO

Seu acervo museológico institucional é composto por uma rica coleção de esculturas missioneiras em madeira policromada dos séculos XVII e XVIII, sendo a maior coleção pública do Mercosul nesse gênero.

O Museu das Missões é composto por duas edificações: o Pavilhão Lúcio Costa, que abriga a exposição de longa duração do museu e a Casa do Zelador, que atualmente possui o Núcleo Expositivo Memória e História, além de abrigar a estrutura de gestão da unidade museológica.

A Casa do Zelador, portanto, passou a ter novas funções ao longo do tempo, pois o espaço foi planejado pelo arquiteto Lucio Costa como habitação para a família do primeiro zelador do museu, Sr. João Hugo Machado.

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EXPERIÊNCIA GUARANI

Ao visitar o Museu das Missões, pode-se entrar em contato com os remanescentes históricos e arquitetônicos dos povoados missionais dos séculos XVII e XVIII, bem como com os descendentes dos índios Guarani. De terça-feira a domingo, grupos de índios da Aldeia Guarani Tekoá Koenju (Aldeia Alvorecer), do interior de São Miguel das Missões, RS, se reúnem sob o alpendre do museu para mostrar e vender o artesanato produzido por eles na própria aldeia.

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A TAVA

Em 2014, foi registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil a Tava, lugar de referência para a memória e a identidade do povo Guarani. Segundo registros e pesquisas sobre esse lugar sagrado, a Tava foi construída e habitada pelos ancestrais dos Guarani, a pedido da sua divindade, Nhanderu.  No ano de 2018, a Tava também foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural do MERCOSUL.

Para os Guarani-Mbyá, a Tava é um local onde viveram seus antepassados, que construíram estruturas em pedra nas quais deixaram suas marcas, e parte de suas corporalidades, por conter os “corpos” dos ancestrais que se transformaram em imortais; ali são relembradas as ‘belas palavras’ do demiurgo Nhanderu. Nesses locais, é possível vivenciar o bom modo de ser Guarani-Mbyá, e esse modo de viver permite tornar-se imortal e alcançar Yvy Mara Ey (a Terra sem Mal).

Assim, ao contemplar as esculturas feitas pela mão do índio há séculos, ainda é possível ouvir o soar da flauta indígena por entre as colunas de pedra do museu.

sinoCOMO CHEGAR

 A cidade fica próxima da fronteira com a Argentina – 174 km de distância para São Borja. Saindo de Porto Alegre, pegue a Rodovia BR-116 em direção a Canoas. Na Av. Getúlio Vargas, siga pelo acesso à BR-386 – estrada com pedágios – e vá até a cidade de Tio Hugo. Lá, faça o retorno no trevo e pegue a RS-223. Um pouco depois de Ibirubá, vire à esquerda na BR-377 e siga até Cruz Alta. Pegue a RS-342 e, depois, em Ijuí, saia pela BR-285 (à esquerda). Percorra a estrada até chegar ao acesso de São Miguel das Missões.

Fonte: Museu das Missões

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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