Pesquisar
Close this search box.

Orgulho de ser Paraíba!

Paraíba institui Dia do Orgulho Paraibano

Por Manuela Dorea

A Assembleia Legislativa da Paraíba publicou a lei que institui o Dia do Orgulho Paraibano, que é de autoria do deputado estadual Adriano Galdino (PSB) e foi pensada como resposta ao presidente da República Jair Bolsonaro, que em julho de 2019, em tom aparentemente preconceituoso, chamou os governadores nordestinos de “paraíba”.

A nova lei, que entra em vigor na data de sua publicação, está posta na edição desta quarta-feira (12) do Diário Oficial do Estado. Ela institui a data de 16 de junho como o Dia do Orgulho Paraibano, visto que esse é o dia de aniversário do escritor paraibano Ariano Suassuna.

Ainda de acordo com o texto da nova lei, a data entra a partir de agora no Calendário Oficial de Eventos do Estado da Paraíba. E, ao menos oficialmente, tem como objetivo combater o preconceito e promover ações que visem valorizar a Região Nordeste e mais precisamente a Paraíba.

Passa a ser atribuição das secretarias de Educação, Cultura e Turismo, inclusive, a implantação, realização e divulgação das ações em prol de uma pretensa paraibanidade.

A polêmica que gerou uma lei

Apesar da lei que institui o Dia do Orgulho Paraibano falar apenas de passagem de combate ao preconceito, é justo uma polêmica com o presidente Jair Bolsonaro que resultou em sua tramitação.

Tudo começou em 19 de julho de 2019, quando Bolsonaro se referiu ao Nordeste de forma jocosa e chamou os nove governadores da região de forma indistinta de “paraíba”. A frase foi dita pouco antes de um café da manhã com a imprensa estrangeira e acabou vazando pelos microfones que estavam ligados.
Na época, a repercussão foi imediata. E grande. Os governadores se manifestaram conjuntamente, falando em “espanto e profunda indignação”, e outros políticos paraibanos também se manifestaram.
Até que, em agosto daquele mesmo ano, um mês após a polêmica, Adriano Galdino apresentou o Projeto de Lei que criava a nova data do calendário de eventos estadual.
À época, ele falou sobre preconceito: “Infelizmente, é comum nos depararmos, corriqueiramente, com declarações que apresentam conteúdos discriminatórios, dentre esses, os direcionados ao nosso Estado e ao nosso povo”.
Fonte: Jornal da Paraíba

Slide

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

DOAÇÃO - PIX: contato@xapuri.info

revista 115

 
 

Block

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Parcerias

Ads2_parceiros_CNTE
Ads2_parceiros_Bancários
Ads2_parceiros_Sertão_Cerratense
Ads2_parceiros_Brasil_Popular
Ads2_parceiros_Entorno_Sul
Ads2_parceiros_Sinpro
Ads2_parceiros_Fenae
Ads2_parceiros_Inst.Altair
Ads2_parceiros_Fetec
previous arrowprevious arrow
next arrownext arrow

REVISTA

REVISTA 115
REVISTA 114
REVISTA 113
REVISTA 112
REVISTA 111
REVISTA 110
REVISTA 109
previous arrowprevious arrow
next arrownext arrow

CONTATO

logo xapuri

posts recentes