QUEM É VOCÊ? QUE SE IDENTIFICA COM A GROSSERIA

QUEM É VOCÊ? QUE SE IDENTIFICA COM A GROSSERIA

Quem é você? Que se Identifica Com a Grosseria

Quem é você

Que se identifica

Com a grosseria,


Com a brutalidade


E com as mentiras


Contadas por aí?


Quem é você


Que se deixa influenciar


Por discursos absurdos


De terra plana,


Nazismo de esquerda,


Ditadura sem corrupção,


AI-5 para o bem?


Quem é você


Que nega a história


Do seu país e do mundo,


Que apoia políticas de armar a população


Para garantir a sua segurança?


Quem é você


Que não enxerga os ataques covardes aos nossos direitos sociais


Mais fundamentais?

Quem é você


Que não se importa com os ataques aos servidores públicos desta Nação?


Quem é você


Que ignora a destruição


Do ambiente democrático


E as conexões do núcleo duro do poder com as milícias?


Quem é você


Que não vê o laranjal de corrupção exposto à sua frente?


Quem é você


Que defende tortura e torturador?


Quem é você


Que despreza a Declaração Universal Dos Direitos Humanos?


Quem é você que finge


Desconhecer a banalização do mal?


Quem é você


Que passou a odiar o diferente?


Quem é você


Que passou a defender


A privatização dos serviços públicos e das nossas riquezas naturais?


Quem é você


Que não liga mais


Para a perda da nossa soberania?


Quem é você


Que, em nome de um Deus, passou a defender A eliminação daqueles que pensam diferente de você,

Passou a levantar a bandeira da crueldade,


Passou a normalizar


A ignorância e a falta de afetos?


Quem é você


Que não pensa mais no outro


E que não sabe mais amar?


Quem é você


Que se deixou “idiotizar”


Por um bando de imbecis e canalhas “de carteirinha”?


Quem é você


Que abandonou o plano da razão e se transformou num fanático fundamentalista


Do cinismo, da hipocrisia e das fakenews?


Quem é você


Que quer rasgar a nossa Constituição Cidadã e submeter toda a Nação


Às leis e à ordem do mercado?


Quem é você


Quando se Olha no espelho?


Você é um fascista,


Um cretino egoísta,


Que perdeu o caráter


Para a podridão ética e moral dessa gente que nos governa.


Você está entregue,


Cegamente,


À escrotidão do nosso tempo…

 
 
Cambuci/Niterói – RJ
Nordestino

 

GOSTOU DESTA MATÉRIA? ENTÃO, POR FAVOR, PASSA PRA FRENTE. COMPARTILHE EM TODAS AS SUAS REDES. NÃO CUSTA NADA, É SÓ CLICAR!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

© 2025 Revista Xapuri — Jornalismo Independente, Popular e de Resistência.