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SOMOS SONHOS JULIETA: PAREM DE NOS MATAR!

SOMOS SONHOS JULIETA: PAREM DE NOS MATAR!

Julieta Ines Hernández Martinez, 38 anos, cidadã planetária, nascida na Venezuela, apaixonada pelo Brasil, onde viveu por oito anos, estudou teatro e se tornou artista circense. No último dia 23 de dezembro, ela foi vítima de feminicídio no município de Presidente João Figueiredo, no estado do Amazonas, em território brasileiro. 

Por Zezé Weiss

Conhecida como “Palhaça Miss Jujuba” ou “Palhaça Jujuba”, Julieta, artista livre, de rua e independente, que fazia parte do coletivo cultural “Pé Vermei”, chegou ao Rio de Janeiro em 2015 e desde 2019 viajou pelo Brasil de bicicleta, fazendo apresentações circenses para todos os tipos de público, em feiras, praças, bairros periféricos e comunidades rurais de mais de nove estados brasileiros. 

Versátil, “Miss Jujuba”, veterinária graduada com altas notas em seu país, por escolha artista em tempo integral, complementava sua renda trabalhando como bonequeira. Exímia artesã, Julieta se especializou em confeccionar réplicas de pessoas em miniatura. “Era um trabalho de uma perfeição. Ela fazia exatamente você do tamanho da sua mão”, declarou para a imprensa brasileira Guadalupe Merki, amiga de Julieta. 

A amiga conta que, além de palhaça e bonequeira, a nômade Julieta, que também era artista plástica e escrevia poesias, deu ao seu último espetáculo o título: “Viagem de bicicleta de uma palhaça só, sozinha?”. Nele, Miss Jujuba contava suas aventuras de bike pelas estradas do Nordeste e Norte do Brasil e lembrava que “mesmo que às vezes possa parecer, nós nunca estamos ‘sozinhes’ nesta viagem/vida”.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

ALTER DO CHÃO

Em matéria publicada no site de notícias a jornalista Priscila Cotta descreve a passagem de Julieta por Alter do Chão, região balneária de Santarém, no oeste do Pará, onde a comunidade, muito abalada, criou um grupo de Whatsapp para reunir memórias de Julieta:  

Na Vila, Julieta fez muitos amigos, apresentou seu espetáculo “Viagem de Bicicleta de uma Palhaça Só…sozinha?” no Galpão Las Cabaças, no Barracão Comunitário do Caranazal, no Platô da Vila Americana em Belterra, na FLONA e em comunidades do Arapiuns. Ia todos os sábados fazer números na feirinha agroecológica, onde era seguida por crianças e saía sempre com a cesta cheia de frutas e legumes oferecidos pelas feirantes.  

À noite, sem a palhaça, se apresentava como artista Julieta tocando seu instrumento venezuelano chamado Cuatro nos bares, onde passava o chapéu para complementar a renda de artista independente. Ela também tinha formação em veterinária e fez alguns trabalhos de assistência em cirurgia e clínica com o médico veterinário Hernán Manaut. Emocionada, a artista Juliana Balsalobre, da Companhia Las Cabaças, que primeiro recebeu Julieta em Alter e conversou com ela por mensagens até dias antes de sua morte, diz: 

“Era quase que uma entidade, essa pessoa Julieta, que andava com a sua bicicleta e os seus sonhos dentro dela. Dentro de Julieta morava também a Miss Jujuba, que a alegrava a si mesma e a todas as pessoas grandes e pequenas que cruzavam seu caminho. 

Tocava o Cuatro, instrumento venezuelano, ela andava sempre com ele e cantava sua música de maneira tão profunda, ela tinha tanto amor por sua cultura, seu lugar de origem, e isso estava presente fortemente em sua arte, mas também estava presente nela o sonho de conhecer o Brasil, sua cultura, sua gente, a natureza. Ela queria conhecer o Brasil de perto e compartilhar sua arte tão potente, vibrante e repleta de poesia”.  

Foto: Cláudio Chena

CRIME COM REQUINTES DE CRUELDADE

Era costume de Julieta informar a seus compas do grupo “Pé Vermei” não só sua localização, mas também se ficaria ou não sem internet nas paradas de suas viagens. O alarme veio exatamente deste costume: Antes de desaparecer, no dia 23, Julieta informou onde estava, informou também que dali seguiria para Rorainópolis, no estado de Roraima, mas não avisou que ficaria sem sinal. “Simplesmente as mensagens pararam de chegar e a gente não conseguiu mais localizá-la,” diz o pessoal do “Pé Vermei”. 

No mesmo dia 23, Julieta tentou se hospedar em alguma pousada de Presidente Figueiredo, mas não conseguiu vaga. Foi então que o casal que a matou ofereceu a varanda da casa deles para o pernoite de Julieta, que teria pagado R$ 10 pela hospedagem, além de ter comprado lanches para os cinco filhos do casal, que estavam na casa na hora do assassinato. Conforme a polícia, o local funcionava como um ponto de apoio para pessoas que transitam de bicicleta, ou a pé, pela rodovia BR-174.

No meio da noite de 23 para 24 de dezembro, por volta de 1h da manhã, o marido teria pedido à sua mulher para roubar o celular de Julieta. Ante a recusa da esposa, o marido pegou uma faca, acordou Julieta e tentou pegar o celular dela, que resistiu e entrou em luta corporal com o assassino, até perder a consciência e ser enforcada. 

A mando do marido, a esposa amarrou suas mãos e seus pés, e foi nesse momento que ele a violentou na frente dela. Em depoimento à polícia, a esposa disse que ligou as luzes e, com ciúmes do marido, jogou álcool e ateou fogo nos dois, tendo ele conseguido sair para o terreiro e apagar o fogo.  Em seguida, os dois teriam levado Julieta para uma área de mata a menos de 20 metros de sua casa, onde a enterraram. A polícia não descarta a possibilidade de que ela tenha sido enterrada viva. 

O que restou do corpo de Julieta ficou ali, despedaçado, até ser encontrado no dia 5 de janeiro. No dia seguinte, a polícia identificou, por meio do procedimento de necropapiloscopia, realizado em conjunto por peritos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Identificação do Amazonas, que os restos mortais eram mesmo os da palhaça Jujuba.

Os assassinos foram presos como suspeitos no dia 6. Na delegacia, confessaram o crime. Conforme declaração do delegado Valdinei Silva, da Polícia Civil de Presidente Figueiredo, os dois presos deram versões diferentes sobre o assassinato, o que não muda o fato de que deverão ser julgados por latrocínio, estupro, violação e ocultação de cadáver. 

Em conferência de imprensa no dia 8 de janeiro, o delegado titular da Delegacia de Presidente Figueiredo, Valdinei Silva, informou que a investigação começou depois que um amigo da vítima do Piauí registrou um boletim de ocorrência, no dia 4 de janeiro, por meio da Delegacia Virtual do Amazonas, que encaminhou a denúncia para a Polícia Civil de Presidente Figueiredo que, por sua vez, iniciou das diligências de imediato. 

FEMINICÍDIO NO BRASIL E NA AMAZÔNIA 

Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 30 de novembro de 2023, registram que as taxas de feminicídio e estupro nos nove estados da Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, num total de 772 municípios – são mais de 30% superiores à média nacional. 

Em todo o Brasil, no primeiro semestre de 2023, 722 mulheres foram vítimas de feminicídio, um crescimento de 2,6% em comparação com o mesmo período de 2022, quando 704 mulheres foram assassinadas por razões de gênero. Também em nível nacional, quase 30% das mulheres brasileiras relatam ter sofrido algum tipo de violência ou agressão no ano de 2022, o que corresponde a 18,6% das mulheres acima de 16 anos, o maior índice registrado pela pesquisa. 

Em 2022, a taxa de feminicídios na Amazônia Legal foi de 1,8 por 100 mil, 30,8% superior à média nacional, que foi de 1,4 por 100 mil, com maior incidência nas áreas classificadas como remotas e rurais. O estado de Rondônia apresentou a maior taxa de feminicídio, de 3 mortes por 100 mil, seguido do Acre, com taxa de 2,7, e Mato Grosso, com taxa de 2,6. 

Embora Roraima (0,9), Amazonas (1,1) e Pará (1,2) tenham registrado taxas de feminicídio inferiores à média nacional, especialistas alertam para o fato de que segundo o levantamento, a informação pode estar prejudicada pela baixa notificação de feminicídios nesses estados, onde mortes violentas de mulheres podem não ter sido classificadas como feminicídios.

No Amazonas, os homicídios dolosos de mulheres subiram de 39 para 53 nos primeiros semestres de 2022 e 2023, respectivamente, ou seja, houve um crescimento de 35,9% em apenas um semestre do ano passado. 

Foto: Reprodução/Redes Sociais

MULHERES PODEM MORRER POR VIAJAREM SÓS 

Infelizmente, o cruel assassinato de Julieta Hernández confirma o que dizem as estatísticas: o Brasil está entre os países mais perigosos do mundo para uma mulher que se dá o direito de viajar sozinha. O texto a seguir, tratando deste assunto, é da jornalista Nina Lemos, publicado originalmente no Brasil de Fato. 

Há um tempo (e nem falo de tanto, mas dos anos 1960), as mulheres brasileiras casadas precisavam da permissão do marido para coisas simples, como, por exemplo, viajar para o exterior. Sim, isso constava do Código Civil de 1916, e ficou em vigor até 1962. Até hoje, em alguns países do mundo, mulheres continuam com a mesma proibição. Absurdo.

Mas, na maioria dos lugares, mulheres parecem ter resolvido tirar o atraso e, as que podem, resolveram experimentar a sensação de liberdade de viajar para onde bem quiserem e, muitas vezes, sozinhas.

Pesquisas mostram que quem gosta mais de viajar, se meter em aventuras e colocar o pé na estrada, atualmente, são as mulheres. Segundo uma análise feita pela agência Over Seas Adventure Travels, o número de mulheres viajantes solo do sexo feminino chegaria a 85% do total. Não duvido. Você também deve ter uma amiga que adora viajar sozinha e assim se aventurar mundo afora.

O lado ruim desse positivo boom é que as mulheres continuam sendo vítimas de violência em viagens. E a correr risco de vida.

Neste último mês de dezembro, tivemos um terrível exemplo disso. A venezuelana Julieta Hernández, de 38 anos, foi morta no meio de sua aventura.  O fim pavoroso de Julieta é uma história de terror que gera tristeza e indignação: Julieta desapareceu no dia 23 de dezembro, enquanto percorria o interior do estado. E, finalmente, no sábado (06/01), soubemos que sua viagem teve o pior desfecho possível. A polícia confirmou que havia encontrado o corpo de Julieta e que ela havia sido estuprada, assassinada e depois teve seu corpo queimado. Uma história bárbara, daquelas que causam enjoo.

Essa história, além de causar revolta, acende um alerta: viajar sozinha pelo país é uma boa ideia? Devemos falar para aquela amiga gringa que ela desista de fazer aquela viagem dos sonhos pelas praias brasileiras? E nós, podemos nos aventurar sozinhas?

Infelizmente, as respostas não são boas. No mínimo, é preciso tomar muito cuidado e evitar certas regiões e locais. De acordo com o ranking Women Danger Index, criado por duas jornalistas americanas em 2019, o Brasil é o segundo lugar do mundo mais perigoso para mulheres viajarem sozinhas. 

O país só perde para a África do Sul. E está na frente de países com péssima fama no que diz respeito a direito e segurança das mulheres, como Irã, Egito e Marrocos. Para organizar o ranking, as autoras compararam estatísticas de feminicídioassédio, segurança e serviços.

Outro estudo, feito pela plataforma Money Transfer em 2023, colocou o Brasil como o terceiro destino mais perigoso para mulheres que viajam sozinhas, atrás apenas da África do Sul e do Peru.

É chocante ver o Brasil listado como um país mais perigoso do que aqueles onde mulheres não têm quase nenhum direito, como o Irã e a Arábia Saudita, mas, se a gente pensar um pouco, vê que esses números fazem sentido.

No Brasil, em 2022, dez mulheres foram vítimas de feminicídio por dia. Quando falamos de agressões mais cotidianas, a situação fica até mais complicada. Como já escrevi antes aqui, mesmo nós, mulheres brasileiras, não nos sentimos seguras andando pelas ruas do Brasil de noite.

Agora, imagina como pode ser perigoso para uma gringa viajar sem saber nenhuma das técnicas usadas pelas mulheres brasileiras para escapar de assédios? Elas não saberiam, por exemplo, que se sentar ao lado de homens em viagens longas de ônibus interestaduais noturnos, só para dar um exemplo clássico, não é uma boa ideia, ou que pegar um ônibus urbano de shortinho de noite pode ser perigoso.  

Exagero? Não, vamos lembrar que o Brasil é um país onde em grandes cidades, como o Rio de Janeiro, por exemplo, ainda existem Vagões Rosa em trens, espaços só para mulheres, já que não é seguro para elas andar nos vagões com homens, como se eles não fossem capazes de “se controlar”.

Parece coisa de antigamente, não? Sim, mas é bem atual. E combina perfeitamente com um país onde uma mulher é assassinada, estuprada e queimada por viajar sozinha. Sim, a Amazônia é um lugar perigoso para todo viajante, assim como o Brasil

Mas, para mulheres, é ainda pior. A morte de Julieta é mais uma triste confirmação disso: mulheres até já podem tirar passaporte sem autorização do marido. Mas o Brasil continua sendo um país muito difícil para as mulheres.

Foto: Reprodução/Redes Sociais.

PROTESTOS E HOMENAGENS

O assassinato de Julieta ganhou repercussão tanto no Brasil quando na Venezuela, seu país natal. Pelas redes sociais, centenas de pessoas repudiaram o crime e prestaram solidariedade à família de “Miss Jujuba”. No Brasil, no dia 12 de janeiro, mais de 25 cidades brasileiras realizaram atos em memória de Julieta Hernández.

Em um post o @circodisoladies, que se apresenta como “grupo de palhaçes que eram amigues de Julieta”, afirma que “Julieta é mais uma vítima dessa sociedade doente que não permite que mulheres sejam livres”. Eles pedem: “apoie a família de Julieta para lidar com todo o impacto imenso dessa tragédia através da conta PayPal da irmã de Julieta: sophialarouge@gmail.com ou PIX: contato@circodisoladies.com.br

Na Venezuela, o governo bolivariano emitiu comunicado repudiando o crime. No Brasil, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) divulgou uma nota assinada por sua presidenta, Maria Marighella, lamentando a morte da artista. “É com tristeza e indignação que recebemos a notícia da morte da bonequeira, palhaça, artista e cicloviajante, Julieta Hernandez. Inquieta em relação à desigualdade de gênero, sua busca por equidade é uma inspiração para todas nós”. 

O coletivo Pé Vermei também divulgou nota: “Queria poder dizer que Ju se encantou nas estradas de uma forma bem poética, bem Julieta. Mas a verdade é que nossa amiga foi mais uma vítima de feminicídio”.

Da mesma forma, o grupo de palhaçaria feminista Circo di SóLadies também expressou pesar pela perda da artista. “Jujuba, infelizmente não encontramos você a tempo. Tudo isso nos mostra o quanto somos pequenos diante de tamanha brutalidade. Mas você, com sua gigante grandeza contida em seu nariz, nos ensinou que é preciso ter a coragem para seguir pedalando. Nos resta a memória do seu sorriso e [de] sua vontade de viver”.

Zezé Weiss Jornalista. Editora da Revista Xapuri. Com textos complementares das jornalistas Nina Lemos e Priscila Cotta, citadas na matéria, e consulta de fontes realizada em publicações da imprensa brasileira e venezuelana, via internet. A foto de capa é de Caetano Scannavino, diretor do Projeto Saúde e Alegria em Alter do Chão e amigo de Julieta. 

Block

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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