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Mamão anão plantado em espaço pequeno

Mamão anão plantado em espaço pequeno

Mamão em vaso é possível e é muito fácil. Com essa dica você poderá ter essa fruta orgânica sempre em casa.

Você sabia? 

Plantar  mamão em vasos não é nada difícil, considerando que é uma árvore pequena de vida curta. 

Você pode cultivar qualquer variedade de mamão em vasos, mas o melhor mesmo é escolher uma variedade anã.

Mas se não achar essa variedade, no deste artigo vou dar algumas dicas de como fazer para que um pé de mamão normal não crescer tanto.

Veja como plantar

Geralmente se planta um mamoeiro através das sementes da fruta madura. Basta retirar as sementes e deixar secar por uns dias.

Escolha o vaso

Um contêiner de 60 litros, com diâmetro de 50 cm pode abrigar  uma árvore de 1,5 m (mais ou menos); Lave esse recipiente com sabão neutro e água e deixe secar ao ar.

Coloque o recipiente no local em que você deseja cultivar o mamoeiro ou então tenha um carrinho disponível para movimentar o contêiner porque caso você decida mover o vaso de lugar  futuramente, tenha em mente que vai ficar pesado demais para se mover facilmente.

Preparando o solo

O mamão gosta de um substrato rico em nutrientes. Você pode preparar o solo assim:  1 parte de solo de jardim + 2 parte de compostagem

O mamão cresce bem em solos argilosos, arenosos ou rochosos com um pH de 4,5 – 8,0….isso é…. não muito ácido nem muito alcalino.

Plantar

Hora de plantar.!!  Molhe bem toda a terra do vaso deixando-a úmida.  Coloque várias  semente no vaso para garantir que vai nascer. Depois de 2 a 3 semanas deixe apenas uma e transplantar as outras em outros recipientes. …em duas semanas suas plantinhas devem estar assim:

mudinha de mamão

Água e luz solar

Molhe bem e mantendo o solo sempre úmido, mas não encharcado. À medida que a planta vai crescendo aumente a quantidade de água.

Se você plantar mamões em casa, certifique-se de que a planta receba luz solar no mínimo 6 a 8 horas por dia. Mas, mamoeiros gostam mesmo é de sol pleno para crescer melhor.

Mamão adora e vão crescer mais rápido em um clima quente. Os frutos vão ficar muito mais saborosos se tiver numa temperatura de 20 a 32 graus. Temperaturas abaixo de zero graus pode ser fatal pra sua planta.

Adubo

O mamoeiro gosta de ser bem alimentado para crescer rápido e saudável. Você pode adicionar: composto orgânico, esterco ou cobertura morta ao solo.

Mas se preferir pode aplicar fertilizantes como N-P-K (nitrogênio-fósforo-potássio) na proporção de 10-10-10 ou 14-14-14 .

Colheita

Mamão está pronto para colher após 6-9 meses a partir da sementes. Se sua região é um pouco mais fria, deve esperar uns 9-11 meses para colher.

O ideal é Colher somente quando a fruta ficar amarela. Mas se sua região tem muitos pássaros que atacam suas frutas, pode colher quando aparecer algumas manchas amareladas na cassca.

Porque mamoeiro não dá fruta?

Existem 3 tipos de pé de mamão . O macho a fêmea e o hermafrodita.   O Mamão macho não dá frutos e para reconhecer, deve esperar que dê flores.   As flores ficam penduradas em uma haste fina que sai do tronco .

Mamão fêmea, dá frutos mas precisa ser polinizado por um mamão macho ou hermafrodita.   As flores são grandes e ficam grudadas no troco.   Outra maneira de identificar um pé de mamo fêmea é pelos frutos arredondados.

Mamão hermafrodita tem as dusa flores femininas e masculinas.  Estas podem ser polinizadas entre elas e dá mamão bem alargado.

flor de mamao macho, fêmea e hermafrodita

Dica para manter o mamoeiro curto e começar a frutificar cedo.

O ideal é ter semente de mamoeiro anão.   É uma planta originária do Havai e ótima para jardins e vasos. A planta é pequena e vai te dar muitas frutas.

Mas com as sementes de uma mamoeiro normal e alto você pode tentar deixa-lo  mais baixo.

Assim que faz:

Você deve ir podando  a ponta superior do pé de mamão. Sem essa guia para subir, ele direciona toda a energia engrossano o tronco, e o pé vai crescendo compacto.

É simplesmente cortar  sempre….uns dois dedos do topo.

Dica 2 :  Quando as folhas  de baixo estão caindo para um ângulo de 90 graus, você deve cortá-las.  Não espere que morram por si mesmos.  Isso vai dar mais nutrientes para a planta e fazer que frutifique antes.

podando mamoeiro

Podar topo e folhas de baixo do mamoeiro

Fonte: É assim que se faz


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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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