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Você sabe como começou a produção de embalagens plásticas? Papel celofane!

Você sabe como começou a produção de embalagens plásticas? Papel celofane!  As embalagens ajudam a evitar o desperdício, mas muitas vezes são responsáveis por poluir o meio ambiente

Por BBC – folhadomeio
A má fama das embalagens de plástico tem crescido nas últimas décadas.
 
Mas a primeira versão comercialmente viável do material hoje popular, o celofane, foi concebida numa época em que não havia preocupação com a poluição nos aterros sanitários, nos oceanos ou na cadeia alimentar

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Tudo começou em 1904, em um sofisticado restaurante em Vosges, na França, quando um cliente idoso derramou vinho tinto sobre uma toalha de linho puro.
 
Sentado em uma mesa próxima estava um químico suíço chamado Jacques Brandenberger, que trabalhava para uma empresa têxtil francesa.
 
Um homem separa garrafas em um aterro de itens de plástico durante o Dia Mundial do Meio Ambiente em Chandigarh, na Índia. — Foto: Ajay Verma/Reuters
Um homem separa garrafas em um aterro de itens de plástico durante o Dia Mundial do Meio Ambiente em Chandigarh, na Índia. — Foto: Ajay Verma/Reuters
 
Enquanto observava o garçom trocar a toalha de mesa, ele se perguntou se poderia criar um tecido que pudesse ser limpo simplesmente com um pano.
 
Ele tentou borrifar celulose em toalhas de mesa, mas o material não aderia à superfície e desprendia uma película transparente. Foi quando ele pensou: será que haveria mercado para essas lâminas transparentes?
 
Quando começou a Primeira Guerra Mundial, ele encontrou um: lentes para máscaras de gás.
 
Brandenberger chamou sua invenção de “celofane” e, em 1923, vendeu os direitos para a empresa DuPont na América.
 
Seus primeiros usos incluíam embrulhos de chocolates, perfumes e flores.
 
Problemas com o celofane
 
Mas a DuPont tinha um problema. Alguns clientes estavam descontentes porque o celofane era impermeável, mas não resistente à umidade.
 
Os doces ficavam grudados, as facas oxidavam e charutos secavam.
 
A DuPont contratou, então, um químico de 27 anos, William Hale Charch, e o encarregou de encontrar uma solução.
 
Em um ano, ele conseguiu: revestiu o celofane com camadas extremamente finas de nitrocelulose, cera, um plastificante e um reagente para misturas. As vendas dispararam.
 
O momento era perfeito. Na década de 1930, os supermercados estavam mudando: os clientes não faziam mais fila para informar aos vendedores que tipo de alimento precisavam. Em vez disso, passaram a retirar os produtos nas prateleiras.

 

 

Frequentadores não respeitam o meio ambiente e jogam plástico na praia. — Foto: Patrícia Andrade/G1Frequentadores não respeitam o meio ambiente e jogam plástico na praia. — Foto: Patrícia Andrade/G1

A embalagem transparente foi um sucesso. E, como destaca Ai Hisano, pesquisador da Escola de Negócios da Universidade de Harvard, nos EUA, “teve um impacto significativo não apenas sobre como os consumidores compravam alimentos mas também sobre como eles entendiam a qualidade dos alimentos”.
 
O celofane permitia que os consumidores escolhessem os alimentos com base em sua aparência, sem sacrificar a higiene ou o frescor.
 
Um estudo – financiado pela DuPont – mostrou que embrulhar os biscoitos em celofane incrementava as vendas em mais de 50%.
 
E os varejistas recebiam conselhos semelhantes. “Ela compra carne com os olhos”, dizia uma edição de 1938 da revista The Progressive Grocer.
 
Carne perdendo a cor
 
Na verdade, os açougues tiveram dificuldade para implementar o sistema self-service. O problema era que a carne, uma vez cortada, descoloriria rapidamente.
 
Mas os estudos indicavam que a adoção do self-service poderia aumentar as vendas de carne em 30%.
 
Diante deste incentivo, encontraram algumas soluções: iluminação cor de rosa, aditivos antioxidantes e, é claro, uma versão melhorada do celofane, que deixava passar apenas a quantidade certa de oxigênio.
 
Em 1949, os anúncios publicitários da DuPont se gabavam da “nova maneira agradável” de comprar carne – “pré-cortada, pesada, precificada e embrulhada em celofane diretamente na loja”.
 
Mas o celofane logo ficaria fora de moda, superado por outros produtos, como o cloreto de polivinilideno, da Dow Química.
 
Como seu antecessor, foi descoberto acidentalmente e usado pela primeira vez em conflitos – neste caso, para proteger de intempéries os aviões de combate na Segunda Guerra Mundial.
 
E, assim como o celofane, demandou bastante pesquisa e desenvolvimento antes de poder ser usado em alimentos – originalmente era verde-escuro e cheirava mal.
 
Uma vez que a Dow resolveu a questão, chegou ao mercado com o nome de Saran Wrap – mais conhecido hoje em dia como plástico filme.
 
Após a descoberta de problemas de saúde associados ao cloreto de polivinilideno, o plástico filme passou a ser feito a partir de polietileno de baixa densidade, embora seja menos aderente.
 
Ele também é usado para fazer as sacolas plásticas de supermercado que estão sendo banidas ao redor do mundo.
 
O polietileno de alta densidade é o tipo de material usado em embalagens de leite.
 
Os refrigerantes, por sua vez, são comercializados em garrafas de Polietileno Tereftalato (PET).
 
E se você ainda não tiver se perdido, saiba que as embalagens plásticas são feitas cada vez mais de múltiplas camadas destas e de outras substâncias, como o polipropileno biaxialmente orientado ou o etileno e acetato de vinila.
 
Os gurus das embalagens dizem que há uma razão para isso – materiais diferentes apresentam propriedades distintas, então múltiplas camadas podem oferecer o mesmo desempenho de uma embalagem mais fina – e, portanto, mais leve.
 
Mas esses materiais compostos são mais difíceis de reciclar.
 
Qual é a melhor embalagem?
 
Não é fácil calcular o que é mais conveniente.
 
Dependendo da quantidade de embalagens mais pesadas, que na prática são recicladas, você pode achar que a embalagem mais leve, não reciclável, na verdade, geram menos resíduos.
 
E uma vez que você começa a analisar as embalagens plásticas, você se depara o tempo todo com paradoxos deste tipo. Algumas embalagens são um desperdício.
 
Mas o que acontece, por exemplo, com os pepinos envoltos em plástico filme que se mantêm frescos por 14 dias em vez de três?
 
O que é pior? 1,5g de plástico filme ou pepinos inteiros que apodrecem antes de ser comidos? A escolha, de repente, não é tão óbvia.
 
As sacolas plásticas impedem que as bananas escureçam rápido ou que as batatas fiquem verdes; também evitam que as uvas caiam dos cachos.
 
Há aproximadamente uma década, um supermercado do Reino Unido experimentou retirar todas as frutas e legumes da embalagem – e a taxa de desperdício de alimentos dobrou.
 
E não se trata apenas da vida útil nas prateleiras – e o desperdício gerado antes de os alimentos chegarem ao supermercado?
 
Outro estabelecimento, que havia sido criticado por colocar maçãs em bandejas envoltas em plástico, tentou vendê-las soltas em grandes caixas de papelão – mas muitas frutas foram danificadas durante o transporte e, no final, eles acabaram usando mais embalagem por maçã realmente vendida.
 
De acordo com um relatório do governo do Reino Unido, apenas 3% dos alimentos são desperdiçados antes de chegar às lojas.
 
Nos países em desenvolvimento, esse percentual pode ser de 50% – e essa diferença se deve em parte à forma como o alimento é embalado.
 
Isso se torna mais importante à medida que cada vez mais gente vive nas cidades, longe de onde a comida é cultivada.
 
Mesmo a temida sacola plástica de supermercado pode não ser tão vilã quanto parece.
 
Se você comprou bolsas resistentes e reutilizáveis no supermercado, é provável que elas sejam feitas de não tecido de polipropileno – e são menos prejudiciais, mas somente se você usá-las pelo menos 52 vezes.
 
Essa é a conclusão de um relatório do governo dinamarquês, que colocou na balança os variados impactos ambientais da produção e descarte de diferentes tipos de sacolas.
 
E se a sua sacola reutilizável for de algodão orgânico, não se sinta orgulhoso – os pesquisadores estimaram que é necessário usá-la 20 mil vezes para justificar sua existência. Isso equivale a ir às compras todos os dias durante mais de meio século.
 
O mercado pode ser uma maneira maravilhosa de indicar desejos populares.
 
Na década de 1940, os consumidores americanos queriam carne convenientemente pré-cortada – e o que os economistas chamam de “mão invisível” do mercado proporcionou as tecnologias que tornaram isso possível.
 
Mas nosso desejo para que haja menos desperdício pode não ter efeito no mercado, uma vez que a questão é complicada e nossas decisões de compra podem, sem querer, causar mais mal do que bem.
 
Só conseguimos enviar essa mensagem por um caminho mais tortuoso, por meio de governos e organizações ambientais, e esperamos que eles – junto a iniciativas bem-intencionadas da indústria – elaborem algumas respostas sensatas.
 
Parece claro que a solução não será deixar de usar embalagens – mas, sim, criar embalagens melhores, idealizadas em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, como aqueles que deram origem ao celofane resistente à umidade décadas atrás


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Leia a Revista Xapuri – Edição Nº 81


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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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