DYAKALO FORATU MATIPU: MÉDICO INDÍGENA

Dyakalo Foratu Matipu, médico indígena
 
Orgulho dos povos originários do Brasil , o médico indígena combate o preconceito de que diz quem “O índio não pode ser médico, eles matam crianças vivas!”
 
Por Farato Matipu Xingu em sua página no Facebook
 
O Índio não pode usar Chinelo!
O indio nao pode usar celular!
O indio nao pode ter carro Hillux
O indio nao pode usar óculos Rayban
Índio nao pode tomar coca-cola.
O índio nao pode ter relógio de marca.
Índio não pode usar tênis de marca.
Lugar do indio é no mato!
Indio nao pode ter Diploma do ensino superior!
O indio nao pode ser médico, eles matam crianças vivos! “nao queria ser atendido pelo índio medico kkk”!! porque eles são incapazes de ser médicos.
mas nós nao estupramos crianças!
O Indio atrapalha crescimento e desenvolvimento econômico do país!!
A terra não é de vcs “indio”!
“A terra é da União”!
O Indio nao pode tudo!!
E agora??.
Índio ta vendo, ele ta mexendo,visualizando pelo Microscópio!!! Ele nao pode !!!
opa!! agora indio nao quer ser mais índio. Agora indio quer integrar ….
Muito pelo contrário. estamos nos preparando para lutar contra GOVERNO!!!
Mas lembrando que nao sou indio e nao somos indios!Aqui nao existe “indio”!Eu Sou Dyakalo Foratu Matipu Povo originário do Brasil.
Eu sou, sou Brasileiro.
Eu sou BRASIL! Somos BRASIL.
Eu Quero, Eu posso. Eu devo.
Espécie do ser humano apenas um.
somos todo iguais.Hoje, por está aqui Agradecer a Deus por três motivos: Meu 35 aninhos, meu 19 de abril e meu Jaleco com símbolo de Medicina.Obrigado Senhor Deus por tudo que tem feito por mim.
Obrigado pela coragem que senhor me dá todo dia de manha pralevantar.
Obrigado pela a vida do meu pai da minha mãe e toda minha família.
Obrigado pela minha vida e pelo saúde.
Dá-me mais força. Porque não nasci apenas objeto. Nasci por seu propósito pra vencer !!!
 
LEIA TAMBÉM:
 
 
Os rituais de Nhemongarai, realizados na Terra Indígena Jaraguá, que contam com apoio do Programa Aldeias desde 2014, representam muito mais do que uma cerimônia. É um elemento complexo que articula o ciclo vital dos Guaranis com o ciclo de maturação das plantas e frutos.
 
 
 

RITUAIS 2

 
Em janeiro, no coração do Ara Pyau (o “tempo novo” ou primavera, época de plantio), a famílias se reúnem para realizar o Nhemongarai de batismo das crianças e das águas (Yy Karai), e através do nome na língua materna “tery” vinculá-las a uma linhagem celestial, definindo o caminho e propósito delas na comunidade.
 

RITUAIS 3

 
Durante a cerimônia, os rezadores mais antigos (karai e/ou xeramõi), por meio do canto e da reza, consultam Nhanderu ete (o Grande Pai) para revelar o nome espiritual que já pertencia àquela criança. Este não é um nome escolhido pelos pais, mas descoberto divinamente. Nesses batismos as almas (nhe’ẽ) das crianças se encaixam em seus corpos, num ritual que promove o mbaraete, a força vital, o vigor e a potência do coletivo.
 

RITUAIS 4

 
Realizar o Nhemongarai na Terra Indígena Jaraguá, em meio aos desafios urbanos e à pressão territorial, é um profundo ato de resistência cultural, reafirma a conexão indestrutível com a terra e os antepassados. É a alegria coletiva resistindo e re-existindo, ecoando na opy (casa de reza) como uma promessa de futuro.
 

RITUAIS 5 1

 
NOTA: AS IMAGENS ACOMPANHAM  POST DO CTI NO FACEBOOK
 

RITUAIS 6

 
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O RITUAL DA TUCANDEIRA DO POVO SATERÊ-MAWÉ

O ritual da tucandeira, realizado pelo povo indígena Sateré-Mawé, é uma forma de iniciação masculina, de passagem da infância para a vida adulta. Uma prática repassada de geração em geração que, mesmo com a pressão da sociedade moderna, se mantém viva
Por Lúcio Flávio Pinto/Amazonia Real
Considerado pelos indígenas como um ato de força, coragem e resistência à dor, o ritual consiste em vestir uma luva cheia de formigas tucandeiras e resistir por ao menos 15 minutos. Além da representatividade da bravura masculina, o ritual também simboliza uma proteção para o corpo. Segundo a crença dos Sateré-Mawé, a ferroada da tucandeira funciona como uma espécie de vacina.
Durante o ritual, o jovem deve se deixar ferrar no mínimo 20 vezes. Para isso, coloca as mãos dentro da saaripé, uma luva de palha feita pelos padrinhos, que são os tios maternos do iniciante. Durante o ritual, a comunidade toda canta e dança ao lado do adolescente, em especial as mulheres solteiras, que buscam maridos fortes e corajosos.
O ritual começa no dia anterior, com a captura das formigas vivas e com ferrão, com o uso de folhas do caju-branco. Enquanto as tucandeiras são conservadas em um bambu, os meninos têm seus braços pintados com uma tintura preta de jenipapo, feita por suas mães. Em seguida, com um dente de paca, elas começam a riscar a pele dos meninos até sangrar.

No dia da cerimônia, as tucandeiras são colocadas em uma bacia com uma tintura anestesiante de folha de cajueiro. Quando estão ‘adormecidas’, as formigas são postas na luva, com a cabeça para fora e o ferrão para dentro, na parte interna da saaripé. Depois, para voltarem a ficar agitadas, elas recebem uma baforada de tabaco. É quando ficam prontas para atacar.

Não há um período certo para a realização do ritual: é organizado conforme a vontade de quem deseja ser iniciado.

Fontes:  Verdade Mundial  Portal Amazônia (com edições de Eduardo Pereira)

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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