ARTEMIS II: HUMANIDADE RETORNA À ÓRBITA LUNAR

ARTEMIS II: HUMANIDADE RETORNA À ÓRBITA LUNAR

ARTEMIS II: HUMANIDADE RETORNA À ÓRBITA LUNAR

Missão Artemis II é concluída e marca o retorno histórico da humanidade à órbita da Lua

Por Maria Letícia/Revista Xapuri 

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NASA/Bill Ingalls

A missão Artemis II, da NASA, foi concluída no dia 10 de abril após a tripulação retornar à Terra 10 dias depois, em pouso impecável no oceano Pacífico, na costa de San Diego, na Califórnia, Estados Unidos.

Finalizada a etapa mais delicada da reentrada, a cápsula desacelerou com o auxílio dos paraquedas e realizou um pouso controlado no oceano, a cerca de 32 km/h, assegurando a integridade da tripulação.

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@Nasa/Fotos Públicas

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50 anos depois, desde as missões do programa Apollo, a humanidade voltou a se aproximar da Lua. A bordo estavam Reid Wiseman, Jeremy Hansen, Victor Glover e Christina Koch. 

Quem são os rostos por trás da missão

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@Nasa

A tripulação é formada por quatro astronautas, Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA; e pelo canadense Jeremy Hansen, representando a cooperação internacional que marca essa nova fase da exploração espacial.

Reid Wiseman

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@Nasa

Reid Wiseman, comandante da missão, é astronauta da NASA, capitão da Marinha dos EUA (aposentado) e pai solo de duas filhas. Antes da viagem, teve conversas difíceis com a família sobre os riscos da missão, evidenciando que, por trás do avanço científico, há sempre a possibilidade real de não retorno.

Durante a missão, a tripulação observou pequenas crateras recentes ainda sem nome. Foi assim que propuseram que uma delas fosse batizada de “Carroll”, em homenagem à esposa falecida do comandante Reid Wiseman.

Christina Koch

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@Nasa

Christina Koch, engenheira e recordista de permanência feminina no espaço, tornou-se a primeira mulher a viajar até a órbita da Lua. Sua trajetória revela como a exploração espacial também reflete avanços sociais, ampliando a presença de mulheres em espaços historicamente restritos.

A Terra era como um bote salva-vidas flutuando tranquilamente no Universo” declarou Koch, após seu retorno, em coletiva de imprensa nos EUA. “Eu sei que não aprendi tudo o que essa jornada ainda tem a me ensinar”, disse Koch. “Mas há uma coisa nova que eu sei: planeta Terra, vocês são uma tripulação“.

Jeremy Hansen

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Josh Valcarcel/Nasa

Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, representa o caráter internacional do programa Artemis. Mesmo sem experiência prévia em voos espaciais, foi uma peça fundamental na preparação da missão, tornando-se o primeiro não americano a viajar até a Lua.

“Nosso propósito neste planeta, como seres humanos, é encontrar alegria em nos apoiarmos mutuamente, criando soluções juntos em vez de destruir. Quando você observa tudo dessa perspectiva, de fora da Terra, isso não muda apenas reafirma essa ideia”, disse Hansen durante seu oitavo dia da missão.

Victor Glover

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Robert Markowtiz/NASA

Victor Glover entrou para a história como o primeiro homem negro a participar de uma missão lunar. O astronauta é Capitão da Marinha dos Estados Unidos e foi o piloto da Artemis II. Também é membro de uma Igreja cristã nos EUA e é casado com Dionna.

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O Brasil aparece em primeira imagem da Terra vista da missão Artemis II divulgada pela Nasa. País é visível em um trecho da imagem encoberto por nuvens. Parte do continente africano e a Península Ibérica também aparecem na fotografia, assim como o Oceano Atlântico e os polos do planeta. Foto: @Nasa

Entre cálculos, riscos e descobertas, a Artemis II reforça que a exploração do espaço além de ser uma conquista da ciência, é também uma experiência humana profunda em um Universo tão vasto. 

Após quase dez dias orbitando a Lua, a tripulação da Artemis II retornou em segurança à Terra. Longe dos trajes de voo e da ausência de gravidade, os astronautas voltam gradualmente à rotina.

Reid, Victor, Christina e Jeremy, no entanto, não encerram sua jornada aqui: eles inauguram uma nova etapa da exploração lunar.

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A tripulação da Artemis II, composta pelos astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e pelo astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) Jeremy Hansen, foi recebida de volta em uma cerimônia realizada no Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, após sua histórica missão de 10 dias ao redor da Lua e de volta.

Capa: O pôr da Terra. Créditos: Nasa.

Maria Letícia Marques MenezesMaria Letícia – Estudante, escritora e redatora na Revista Xapuri. Com informações da Nasa. 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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