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Borba Gato: pela libertação imediata de Paulo Galo!

Borba Gato: pela libertação imediata de Paulo Galo!

Borba Gato: pela libertação imediata de Paulo Galo!

Magistrados brasileiros sob o bolsonarismo estão se transformando em justiceiros; para muitos, a Justiça é só um pretexto para perseguir os humildes…

Por Ricardo Melo / Jornalistas Livres

Paulo Roberto da Silva Lima, mais conhecido como Paulo Galo, apresentou-se espontaneamente às instâncias policiais. Tem residência fixa e pode ser encontrado a qualquer hora para depoimentos. A resposta obtida por Galo foi a ordem de prisão temporária, decretada pela juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli. A mulher de Galo, a costureira Géssica Silva Barbosa, que nem sequer estava presente ao momento do fogaréu, também foi para a cadeia – absurdo tão evidente que ela já está solta.

Onde estão as instituições “que funcionam”? A tentativa de incineração de uma imagem do que há de pior na história da vida civilizada –aliás, intenção mal-sucedida porque a estátua horrorosa continua de pé— é transformada em crime passível de encarceramento.

Enquanto isso, ladrões de papel passado, um presidente ostensivamente genocida ao vivo e em cores, e centenas de outros delitos de gente graúda permanecem impunes. Pior: gente que ganha cargos de alto escalão, como Ciro Nogueira, para citar o mais recente.

Advogados e juristas renomados reprovam a decisão da “juíza” de primeira instância.

O advogado de Paulo Galo, André Lozano Andrade, já entrou com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas até agora não obteve resposta.

É um ultraje! Para ficar num só exemplo: o megabanqueiro Daniel Dantas, preso sob acusação de todo o tipo de falcatruas bilionárias, teve seu passe livre decretado por Gilmar Mendes em pouco mais de 24 horas. Até hoje, aqueles que tocaram fogo no Itamaraty em Brasília em 2013 estão livres, leves e soltos. Fabrício Queiroz e seus parças da família Bolsonaro também.

Com um humilde motoboy, como Paulo Galo, isso não acontece.

Para quem jamais foi preso, parece pouco passar alguns dias que sejam na cadeia. Quem vai restituir a vida perdida nesse período? Quem vai ressarcir os trocados que Galo suava para ganhar em jornadas de trabalho infinitas, a fim de sustentar sua família?

Quem é Galo?

Galo é alguém do povo pobre que apenas fez o que nossa elite apodrecida tenta evitar a todo custo: chamar a atenção para os séculos de opressão, dos quais Bolsonaro e sua gangue são herdeiros diretos.

A prisão de Paulo Galo envergonha os verdadeiros democratas. Assim como o homicídio de Marielle Franco, de seu motorista Anderson e de tantos outros que vêm sendo assassinados física e/ou moralmente, com o beneplácito de uma Justiça ditatorial.

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

P.S. Você que nos lê pode fortalecer nossa Revista fazendo uma assinatura: www.xapuri.info/assine ou doando qualquer valor pelo PIX: contato@xapuri.info. Gratidão!

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