Café à prova de balas
Bulletproof Coffee
Bulletproof Coffee

Café à prova de balas

Café à prova de balas

Nova moda de café, popularizada no Vale do Silício, na Califórnia, começa a chegar no Brasil…

O Bulletproof Coffee, ou café à prova de balas, vai mudar a sua vida. É o que dizem os adeptos da bebida que, de forma simples e surpreendente,  mistura grãos refinados de café com um óleo à base de MCT (derivado do coco) e com manteiga. Sim, manteiga.

Dotado de um elixir mágico que, segundo seus consumidores,  deixa as pessoas mais inteligentes, eficientes e produtivas, o Bulletproof Coffee já conquistou fama nos Estados Unidos. Não é por nada que é caiu na preferência dos programadores e empresários do Vale da Silício, na Califórnia, local conhecido por fomentar a inovação e a criatividade.

Tudo começou quando o empresário estadunidense Dave Asprey viajou ao Tibet e experimentou os chás típicos da região, famosos por conterem como ingrediente principal a manteiga do Iaque, animal de rebanho que parece um boi de pelugem extensa. Inspirado, Asprey decidiu experimentar a adição de gordura ao café e, em 2009, postou a receita do café à prova de balas no seu blog.

Desde então, sua descoberta virou uma espécie de fenômeno, ganhando seguidores apaixonados que dizem que o café “turbina” sua capacidade intelectual e te deixa mais alerto.  Além disso a bebida, segundo seu criador, ajuda emagrecer uma que vez poderia substituir uma refeição matinal sem você perder de energia e disposição.

E o gosto? Não vai agradar a todos mas,  surpreendentemente, na minha humilde opinião o café e a manteiga combinam. O café à prova de balas assemelha-se a um expresso com leite mais cremoso. Como bônus, não senti aquela sensação de taquicardia que costumo sentir muitas vezes ao beber café.

Entretanto, o Bulletproof Coffee apresenta controvérsias tanto com respeito ao processo de produção quanto aos efeitos prometidos.

Segundo alguns, os elevados níveis de alerta são apenas uma consequência do efeito normal da cafeína, e o processo (super-secreto) que promete “eliminar as micotoxinas presentes no café” é considerado exagerado por muitos, uma vez que os processos normais de produção de café já contam com mecanismos para evitar a proliferação de mofos.

Mesmo assim, a moda se espalha e começa a chegar também ao Brasil. Embora ainda sejam raros os estabelecimentos que vendem o Bulletproof Coffee no país, em Brasília você poderá encontrá-lo no Bioon Café.

CONTINUA DEPOIS DO ANÚNCIO

Como preparar um café à prova de balas (à moda brasileira)

Ingredientes

– 1 a 2 colheres de chá de manteiga sem sal (de preferência orgânica ou ghee)
– 1 a 2 colheres de chá de oléo MCT (o óleo de coco também poderá ser usado)
– 1 a 2 copos (250 a 500ml) de café quente

Preparo

Em um liquidificador, misture a bebida até ficar espumante. Se quiser, adicione algo  para adoçar, como canela, baunilha, açúcar mascavo, rapadura.  Deguste e depois opine nos comentários  sobre a a sua experiência!

http://xapuri.info/adeus-cafe/

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Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana do mês. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN Linda Serra dos Topázios, do Jaime Sautchuk, em Cristalina, Goiás. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo de informação independente e democrático, mas com lado. Ali mesmo, naquela hora, resolvemos criar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Um trabalho de militância, tipo voluntário, mas de qualidade, profissional.
Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome, Xapuri, eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também. Correr atrás de grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, ele escolheu (eu queria verde-floresta).
Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, praticamente em uma noite. Já voltei pra Brasília com uma revista montada e com a missão de dar um jeito de diagramar e imprimir.
Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, no modo grátis. Daqui, rumamos pra Goiânia, pra convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa para o Conselho Editorial. Altair foi o nosso primeiro conselheiro. Até a doença se agravar, Jaime fez questão de explicar o projeto e convidar, ele mesmo, cada pessoa para o Conselho.
O resto é história. Jaime e eu trilhamos juntos uma linda jornada. Depois da Revista Xapuri veio o site, vieram os e-books, a lojinha virtual (pra ajudar a pagar a conta), os podcasts e as lives, que ele amava. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo a matéria.
Na tarde do dia 14 de julho de 2021, aos 67 anos, depois de longa enfermidade, Jaime partiu para o mundo dos encantados. No dia 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com o agravamento da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.
É isso. Agora aqui estou eu, com uma turma fantástica, tocando nosso projeto, na fé, mas às vezes falta grana. Você pode me ajudar a manter o projeto assinando nossa revista, que está cada dia mió, como diria o Jaime. Você também pode contribuir conosco comprando um produto em nossa lojinha solidária (lojaxapuri.info) ou fazendo uma doação via pix: contato@xapuri.info. Gratidão!
Zezé Weiss
Editora