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Pesquisadores explicam desaparecimento misterioso das civilizações antigas

Pesquisadores explicam desaparecimento misterioso das civilizações antigas

Cientistas da Universidade Wyoming revelaram que o desaparecimento das civilizações antigas que existiram nos últimos 10.000 anos foi provocado pela globalização.

Devido ao processo, o desaparecimento de uma civilização causava uma reação em cadeia e extinção de outras culturas, explicaram os cientistas na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os especialistas estudaram documentos históricos dos últimos 130 anos, bem como os resultados de testes de radiocarbono de numerosos fósseis com idade até 10.000 anos, encontrados em diferentes partes do nosso planeta. 

civilizações antigas
Assassinato ecológico: conheça civilizações que desapareceram por sua própria culpa | © AP PHOTO / JOHAN ORDONEZ

Baseando-se nos resultados dos testes, os cientistas conseguiram estimar o consumo de energia em vários períodos históricos e avaliar o nível de interligação entre eles.Segundo os pesquisadores, os níveis de consumo de energia em várias sociedades humanas antigas eram praticamente iguais. O processo de globalização poderia ter contribuído para o colapso simultâneo de várias civilizações devido à vulnerabilidade perante as alterações ambientais causadas pelo desenvolvimento econômico-social.

Esses fatores deveriam ser tomados em conta quando avaliamos a cooperação entre Estados modernos, o processo de globalização e a formulação de políticas de desenvolvimento humano estável, sublinharam cientistas.

Anteriormente, cientistas estabeleceram que a extinção de várias civilizações humanas antigas poderia ter sido causada por catástrofes ecológicas, como a do ar, erosão dos solos e .

ANOTE AÍ

Fonte: Sputnik

 

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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