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Comissão da Verdade (CVN/SBB) apresenta Relatório sobre Escravidão Negra no DF e Entorno

Caso você esteja na região de Brasília no dia 11 de maio, anote aí: A Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Distrito Federal e Entorno, do Sindicato dos Bancários de Brasília (CVN/SBB), apresentará à sociedade o Relatório Final CVN/SBB ,  e o entregará ao presidente do Sindicato dos Bancários.

A seguir, repassamos os dados desta atividade tão fundamental para quem defende os Direitos Humanos no Brasil, conforme release divulgado pela CVN/SBB.

O QUE?

A Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Distrito Federal e Entorno, do Sindicato Dos Bancários De Brasília (CVN/SBB), apresentará o Relatório Final à sociedade e entregará ao Presidente do referido Sindicato.

QUANDO?

11 de maio de 2017

ONDE?

Teatro dos Bancários de Brasília, SHCS,EQ 314/315, Bloco A, S/N.

QUE HORAS?

19:00 h

MAIS INFORMAÇÕES?

Para mais informações e confirmação de presença envie email para verdadenegra@bancariosdf.com.br ou pelo whatsapp (61) 996987979 – Lucélia Aguiar

Quilombo Mesquita

SOBRE A COMISSÃO DA VERDADE 

Em novembro de 2014, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, criou a Comissão Nacional da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil (CNVENB/CFOAB), cujo um dos objetivos é resgatar a história relativa ao período da escravidão e sua divulgação para a população em geral.

A busca de fatos constatados de abusos nos períodos da escravidão e da pós-abolição constituem importantes instrumentos de restabelecimento da verdade, além de possíveis reparações pela via legal.

Além da Comissão Nacional, empossada em 06 de fevereiro de 2015 em Brasília, estão sendo criadas em diferentes unidades da Federação seccionais da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão para empreender um trabalho mais específico e local sobre a temática.

No caso específico do Distrito Federal, a Comissão, criada no âmbito do OAB/DF em 26 de novembro de 2015, porém destituída em dezembro, não foi convalidada pela nova diretoria da entidade empossada em janeiro de 2016.

Isso fez com que os exmembros da referida Comissão, no intuito de garantir o avanço das ações já em andamento, decidissem dar continuidade aos trabalhos independentemente da confirmação de uma nova posse junto àquela instituição.

Contando com o apoio e integrando-se ao Sindicato dos Bancários de Brasília, ao qual é formada a partir da supramencionada entidade sindical, criou-se a Comissão da Verdade Sobre a Escravidão no Distrito Federal e Entorno, do Sindicato dos Bancários de Brasília, cujos trabalhos se iniciaram em 30 de março de 2016, é formada por 19 membros, em caráter voluntário.

O grupo é multidisciplinar em termos de profissão e engajamento social: Quilombolas, Militantes dos Movimentos Sociais Negros, Professoras, Professores, Historiador, Sociólogo, Filósofo, Advogadas, Advogado, Psicóloga, Radialista, Jornalistas, Educador Social, Economista, Bancários, Líder Religiosa, Defensoras e Defensores dos Direitos Humanos.

SOBRE OS TRABALHOS 

Será apresentado o Relatório Final com o diagnóstico e as recomendações sobre a temática da escravidão negra na Região abrangida pela Comissão, com fundamentação em pesquisas bibliográficas, documentais, pesquisas de campo em comunidades quilombolas (história oral) e em cidades históricas, abrangendo Prefeituras Municipais, Igrejas Católicas, Cemitérios Coloniais, Casa de Cultura, Biblioteca, Sítio Histórico, Arquivo Público, Fundação, Museu Histórico e Artístico, Associações Quilombolas e Escolas.

Foram realizadas visitas/entrevistas nas comunidades quilombolas Riachão e Diadema (Kalunga)/Teresina de Goiás/GO, Moinho/Alto Paraíso de Goiás/GO, Flores Velha/Flores de Goiás/GO, Mesquita/Cidade Ocidental/GO, Dos Almeidas/Silvânia/GO, Jardim Cascata/Aparecida de Goiás/GO, Boa Nova/Professor Jamil/GO e Ana Laura/Piracanjuba/GO. Outras comunidades como Nossa Senhora Aparecida/ Cromínia/GO, Kalunga/Monte Alegre/GO, Kalunga/Engenho II/Cavalcante/GO foram contempladas no projeto, porém não foram visitadas.

SOBRE A ABRANGÊNCIA DOS TRABALHOS 

Estima-se que, com o resgate da verdade da escravidão negra no período pesquisado, os resultados tenham abrangência de impacto nos seguintes contextos: histórico, político, administrativo, cultural, educacional, judicial, pátrio e internacional.

Note-se que os trabalhos da Comissão só foram iniciados graças à parceria com o Sindicato dos Bancários de Brasília, organização que a acolheu, com aportes de  recursos para possibilitar as viagens e outras atividades de campo, além da publicação e divulgação do relatório final.

 

Quilombo Mesquita 3

Acompanhe a CVN/SBB nas redes sociais: https://www.facebook.com/VerdadeNegraSindicatoDosBancariosDeBrasilia  http://www.verdadenegra.com.br/ https://www.facebook.com/events/185174138652588/

As fotos utilizadas na produção desta matéria foram fornecidas pela Comissão da Verdade, a quem agradecemos.

Comissão da Verdade Convige

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Zezé Weiss – Editora

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UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN dele, a Linda Serra dos Topázios. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo independente e democrático de informação.

Resolvemos fundar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Mais um trabalho de militância, voluntário, por suposto. Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também.

Correr atrás da grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, Jaime fechou questão – “nossas cores vão ser o vermelho e o amarelo, porque revista tem que ter cor de luta, cor vibrante” (eu queria verde-floresta). Na paz, acabei enfiando um branco.

Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, em uma noite. Optamos por centrar na pauta socioambiental. Nossa primeira capa foi sobre os povos indígenas isolados do Acre: ‘Isolados, Bravos, Livres: Um Brasil Indígena por Conhecer”. Depois de tudo pronto, Jaime inventou de fazer uma outra boneca, “porque toda revista tem que ter número zero”.

Dessa vez finquei pé, ficamos com a capa indígena. Voltei pra Brasília com a boneca praticamente pronta e com a missão de dar um jeito de imprimir. Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, “de grátis”. Com a primeira revista impressa, a próxima tarefa foi montar o Conselho Editorial.

Jaime fez questão de visitar, explicar o projeto e convidar pessoalmente cada conselheiro e cada conselheira (até a doença agravar, nos seus últimos meses de vida, nunca abriu mão dessa tarefa). Daqui rumamos pra Goiânia, para convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa, nosso primeiro conselheiro. “O mais sabido de nóis,” segundo o Jaime.

Trilhamos uma linda jornada. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo. Às vezes, ligava pra falar da ótima ideia que teve, às vezes sumia e, no dia certo, lá vinha o texto pronto, impecável.

Na sexta-feira, 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com os rumos da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.

Hoje, cá estamos nós, sem as capas do Jaime, sem as pautas do Jaime, sem o linguajar do Jaime, sem o jaimês da Xapuri, mas na labuta, firmes na resistência. Mês sim, mês sim de novo, como você sonhava, Jaiminho, carcamos porva e, enfim, chegamos à nossa edição número 100. E, depois da Xapuri 100, como era desejo seu, a gente segue esperneando.

Fica tranquilo, camarada, que por aqui tá tudo direitim.

Zezé Weiss

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